Téo Senna questiona mudança de nome de escola estadual em Salvador e aponta desvio de prioridades na educação
- Adilson Silva

- 12 de jan.
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O vereador Téo Senna (PSDB) manifestou críticas à decisão do Governo da Bahia de alterar o nome de mais uma unidade da rede estadual de ensino que homenageava o ex-deputado Luís Eduardo Magalhães. Desta vez, a mudança envolve um colégio modelo situado na Avenida San Martin, em Salvador.

Para o parlamentar, a medida representa perseguição política e uma tentativa de apagar referências históricas do estado. Segundo ele, a iniciativa não contribui para a melhoria da educação e ignora problemas estruturais enfrentados pelo setor. “Essa não é uma ação pontual. Trata-se de uma prática recorrente dos governos do PT, que insistem em reescrever a história conforme suas conveniências ideológicas. É algo pequeno e irrelevante diante dos desafios reais da educação na Bahia”, afirmou.
Téo Senna também criticou a ausência de diálogo com a comunidade escolar, que, segundo ele, construiu sua identidade ao longo dos anos a partir do nome da instituição. O vereador avaliou que a decisão desconsidera alunos, professores, servidores e moradores da região, além de demonstrar falta de sensibilidade com a história local.
O tucano ressaltou ainda a importância de Luís Eduardo Magalhães no cenário político nacional. De acordo com ele, o ex-deputado, que presidiu a Câmara dos Deputados, teve papel relevante na consolidação da democracia brasileira antes de sua morte, em 1998. “Independentemente de posições partidárias, trata-se de uma figura que integra a história da Bahia e do país. Retirar seu nome é um ato de intolerância e revanchismo”, declarou.
Na avaliação do vereador, o governo estadual estaria priorizando disputas ideológicas em detrimento da qualidade do ensino público. Ele apontou que indicadores nacionais, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), revelam desempenho insatisfatório da Bahia na área educacional.
Por fim, Senna defendeu que o foco da gestão estadual deveria estar voltado para a valorização dos professores, investimentos em infraestrutura escolar e melhoria dos índices de aprendizagem. “Em vez de trocar nomes e placas, o governo deveria concentrar esforços em políticas que realmente impactem a vida dos estudantes”, concluiu.







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