FGC calcula reembolso de R$ 6,3 bilhões a clientes do Will Bank após liquidação
- Adilson Silva

- há 6 horas
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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta quarta-feira (21) que estima em aproximadamente R$ 6,3 bilhões o montante que deverá ser pago a clientes do Will Bank com valores cobertos pela garantia, após o Banco Central decretar a liquidação da instituição. A projeção considera dados fornecidos pelo próprio banco referentes a novembro de 2025.

Segundo o FGC, o valor final a ser desembolsado, assim como o número de beneficiários, ainda será confirmado após a consolidação das informações pelo liquidante nomeado pelo Banco Central, processo que contará com apoio da entidade. Em casos recentes, o início dos pagamentos ocorreu entre 30 e 60 dias após a conclusão dessa etapa.
A garantia do FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, levando em conta o total de depósitos e créditos elegíveis por instituição financeira ou conglomerado. Como o Will Bank integrava o grupo do Banco Master, clientes que já atingiram esse limite no banco liquidado em novembro não terão direito a novos ressarcimentos.
Para efeito de comparação, o valor desembolsado pelo FGC aos investidores do Banco Master ultrapassou R$ 40 bilhões. A entidade esclareceu ainda que aplicações feitas no Will Bank antes de sua aquisição pelo Master, em agosto de 2024, mantêm cobertura individual. Já os investimentos realizados após a incorporação passam a ser considerados de forma consolidada dentro do conglomerado, respeitando o teto de R$ 250 mil.
Recursos que excederem o limite garantido ficam sujeitos ao processo de liquidação. Nessa situação, o investidor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de ressarcimento integral.
O Banco Central decretou a liquidação do Will Bank nesta quarta-feira. A instituição, banco digital do grupo Master, estava desde novembro sob regime de administração especial temporária. À época da liquidação do Banco Master, o Will havia sido preservado por existir expectativa de venda, o que acabou não se confirmando dentro do prazo máximo de 120 dias previsto para o regime especial.
De acordo com o regulador, a situação do banco se agravou após a interrupção de pagamentos a integrantes da cadeia de cartões, incluindo a bandeira Mastercard. No ato que determinou a liquidação, assinado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, a autarquia apontou comprometimento da situação econômico-financeira, insolvência e vínculo de interesse com o Banco Master como justificativas para a medida.
A liquidação é aplicada quando o Banco Central avalia que não há possibilidade de recuperação da instituição. Nesse cenário, o banco tem suas atividades encerradas e é retirado do sistema financeiro nacional.
Segundo dados do BC, o grupo Master respondia por 0,57% dos ativos totais e por 0,55% das captações do sistema financeiro brasileiro.







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