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PF remarca depoimentos de investigados no caso Banco Master para os dias 26 e 27

A Polícia Federal reagendou para a próxima segunda-feira (26) e terça-feira (27) os depoimentos de investigados no inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

Foto: Arquivo Agência Brasil
Foto: Arquivo Agência Brasil

A mudança ocorre após determinação do ministro do STF Dias Toffoli, que ordenou a redução do intervalo para a realização das oitivas.

Segundo o despacho do ministro, a decisão levou em conta a limitação de pessoal e a disponibilidade de salas no Supremo Tribunal Federal, concentrando os depoimentos em dois dias consecutivos. Toffoli destacou que as oitivas são consideradas essenciais para o avanço das investigações e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional e de seus usuários. Até o momento, advogados ligados ao caso afirmam que ainda não foram oficialmente comunicados sobre o novo calendário.

Antes da alteração, o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, estava convocado a depor no dia 27 de janeiro. Além dele, outros ex-executivos da instituição, como o ex-sócio Augusto Lima, e integrantes da antiga cúpula do BRB também foram chamados a prestar esclarecimentos.

Inicialmente, a PF planejava iniciar os interrogatórios no fim de janeiro, com continuidade ao longo de fevereiro. Os investigados poderiam optar entre prestar depoimento de forma presencial ou por videoconferência.

De acordo com investigadores, a intenção é aprofundar questionamentos dirigidos a Vorcaro, especialmente para identificar eventuais contradições em relação ao depoimento prestado no último dia 30, quando ele participou de uma acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Desde que teve a prisão preventiva revogada, em 28 de novembro, Vorcaro passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a obrigação de solicitar autorização judicial para qualquer deslocamento.

A investigação gira em torno de divergências relacionadas à venda de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos que, segundo a PF, não existiam. Os valores teriam sido negociados entre o Banco Master e o BRB e serão o foco principal das oitivas marcadas para o fim do mês.

Durante a acareação anterior, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, chegou a prestar depoimento, mas não participou do confronto direto entre os investigados. No primeiro interrogatório de Vorcaro, além das perguntas formuladas pela delegada da PF Janaina Palazzo e por representantes do Ministério Público Federal, também foram incluídas questões elaboradas pelo gabinete do ministro Dias Toffoli.

Ao todo, cerca de 80 perguntas foram direcionadas ao ex-banqueiro em uma oitiva que durou quase três horas. O processo tramita sob sigilo, e desde o início de dezembro todas as diligências relacionadas ao caso passaram a depender de autorização do ministro.

As apurações indicam que, antes mesmo da tentativa formal de venda do Banco Master, a instituição teria forjado e negociado aproximadamente R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado com o BRB, sendo R$ 6,7 bilhões em contratos supostamente falsos e R$ 5,5 bilhões referentes a prêmios atribuídos à carteira.

O caso culminou na liquidação do Banco Master, decretada em 18 de novembro.

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