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Otto critica possível aliança apenas do PT na Bahia e alerta: “chapa puro-sangue pode dar problema

Declarações do senador Otto Alencar (PSD) ao jornal O Estado de S. Paulo repercutiram fortemente no meio político baiano nesta sexta-feira (16). Na entrevista, o parlamentar comentou a hipótese de uma composição eleitoral formada exclusivamente por lideranças do PT, reunindo o governador Jerônimo Rodrigues, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, e avaliou que esse tipo de arranjo pode trazer dificuldades eleitorais.

A polêmica ganhou força após a publicação inicial do Estadão, que atribuiu a Otto a classificação direta da possível chapa como “carniça”. Após questionamento da assessoria do senador, o título foi alterado, e o jornal passou a esclarecer que Otto não usou o termo para se referir nominalmente ao trio petista, mas para criticar, de forma genérica, chapas formadas apenas por um partido.

Na versão atualizada, a reportagem destaca que o presidente do PSD na Bahia afirmou que o partido seguirá aliado ao PT, mas ponderou que chapas chamadas de “puro-sangue” costumam enfrentar dificuldades nas urnas. Como exemplo, citou disputas anteriores nas quais esse tipo de composição não obteve sucesso. “Chapa carniça pode dar problema”, afirmou o senador, em referência ao risco político de uma candidatura sem alianças mais amplas.

Na prática, Otto fez um jogo de palavras ao comparar a estratégia eleitoral a algo desgastado politicamente, defendendo que uma chapa restrita a um único grupo tende a ser menos competitiva. Segundo ele, esse modelo pode levar à derrota, como já ocorreu em outros momentos da política baiana.

Ainda na entrevista ao Estadão, Otto Alencar afirmou que o PSD não aceita ocupar a vaga de vice em uma eventual candidatura de Jerônimo Rodrigues, nem concorda com a possibilidade de o senador Angelo Coronel (PSD) atuar como suplente de Jaques Wagner. Para Otto, esse tipo de proposta atinge o “amor próprio” de Coronel e não deveria ter sido apresentada. O senador lembrou que já foi vice-governador da Bahia durante o governo de Jaques Wagner.

Em conversa com o site da revista Veja, Otto declarou acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá participação direta na definição da chapa que disputará o governo da Bahia. Segundo ele, a discussão ainda está em aberto e deve avançar com a mediação do Palácio do Planalto.

Diante da repercussão, a assessoria de Otto Alencar divulgou nota oficial rebatendo a interpretação inicial da reportagem. No comunicado, o senador afirma que não utilizou termos pejorativos para se referir a aliados ou adversários políticos e que suas declarações foram distorcidas. A nota reforça que Otto apenas mencionou, com base em exemplos históricos, que chapas “puro-sangue” nem sempre alcançam êxito eleitoral, defendendo um debate político responsável e respeitoso.

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