Líder do PT pede apuração e sanções contra Flávio Bolsonaro por vídeo com fala editada de Lula
- Adilson Silva

- há 1 dia
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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), acionou nesta terça-feira (20) a Procuradoria Nacional da Defesa da Democracia, vinculada à Advocacia-Geral da União, além do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), para que sejam adotadas medidas contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por divulgação de desinformação nas redes sociais.

Segundo Lindbergh, o parlamentar publicou um vídeo com trechos editados de uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sugerindo que ele teria afirmado que “pobre não nasceu para estudar, pobre nasceu para trabalhar”. De acordo com o petista, o material divulgado foi manipulado de forma a distorcer o sentido original da fala presidencial.
No documento encaminhado às instituições, o deputado sustenta que o conteúdo passou por cortes e reorganização de frases, resultando na construção artificial de um discurso que atribui ao presidente uma posição contrária à que ele defende. Para Lindbergh, trata-se de uma estratégia típica de desinformação audiovisual.
O líder do PT também afirma que a publicação foi acompanhada de comentários que ultrapassariam os limites da crítica política, ao imputar condutas criminosas ao presidente, o que, segundo ele, amplia o alcance e a gravidade da mensagem falsa.
Ainda conforme o pedido, a manipulação deliberada de vídeos, com supressão de contexto e inversão de significado, é apontada como uma das formas mais prejudiciais de desinformação na atualidade. Lindbergh lembra que a Justiça Eleitoral já consolidou entendimento de que fake news e conteúdos descontextualizados podem configurar infrações eleitorais quando capazes de influenciar a vontade do eleitor.
O parlamentar também avalia que o episódio pode caracterizar propaganda eleitoral antecipada negativa, ao construir uma narrativa de deslegitimação política com viés eleitoral, mesmo sem pedido explícito de voto.
Entre as solicitações feitas, Lindbergh pede a abertura de procedimento específico na Procuradoria Nacional da Defesa da Democracia para apurar eventual disseminação dolosa de desinformação por meio de edição fraudulenta de conteúdo audiovisual. Ele também requer o envio de cópias do material ao TSE, como medida preventiva, e ao STF, para análise de possível relação com o inquérito que investiga a propagação de fake news.







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