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Lula decide manter Sidônio na Secom e avalia novo nome para marketing da campanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, permaneça no cargo até o final do atual mandato. A decisão afasta a possibilidade de o ministro reassumir a coordenação direta da comunicação da campanha presidencial, função que exerceu na eleição de 2022.

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Como a legislação eleitoral exige afastamento do cargo público para atuação em campanha, o Palácio do Planalto passou a discutir a contratação de outro profissional para o marketing eleitoral. A tendência é que o escolhido seja alguém próximo a Sidônio, mantendo a sintonia entre governo e estratégia política.

Entre os nomes mais cotados está o do publicitário Raul Rabelo, ex-sócio do ministro e colaborador em campanhas petistas anteriores, especialmente na Bahia. A relação próxima entre os dois deve garantir a Sidônio influência indireta sobre as decisões da campanha, mesmo sem atuação formal no processo eleitoral.

A permanência do ministro na Secom, longe de reduzir seu espaço político, amplia sua relevância dentro do governo. Sidônio se consolidou em 2025 como um dos principais conselheiros de Lula, sendo ouvido não apenas sobre comunicação institucional, mas também sobre estratégias em outras áreas da gestão.

Segundo aliados do presidente, a manutenção do ministro no Planalto evita um distanciamento físico e político em um período considerado sensível, quando decisões rápidas e alinhadas são essenciais. A avaliação interna é de que o governo não pode reduzir o ritmo de suas ações durante o calendário eleitoral, incluindo a comunicação oficial.

Sidônio também tem participado de discussões internas do PT, sobretudo na definição do discurso partidário. Ele mantém relação próxima com Éden Valadares, atual responsável pela comunicação da legenda, o que contribui para a unificação da linguagem entre governo e partido.

O alinhamento entre Sidônio, Raul Rabelo e Éden Valadares — todos com trajetória política e profissional ligada à Bahia — é visto como um facilitador para a estratégia de reeleição de Lula, permitindo maior coordenação entre a atuação institucional e a campanha.

A aproximação de Sidônio com Lula teve início ainda em 2022, com apoio de lideranças petistas baianas como os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Jaques Wagner. Apesar de ter sido cogitado para a Secom no início do governo, o cargo acabou ficando, à época, com Paulo Pimenta, hoje deputado federal.

No núcleo político do Planalto, a estratégia para 2026 é transformar a disputa em uma comparação direta entre o atual governo e a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O bolsonarismo, por sua vez, trabalha com a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A campanha petista deve enfatizar a retomada e reformulação de programas sociais, além de propostas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Outro ponto de ataque será o alinhamento de aliados de Bolsonaro a decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o aumento de tarifas comerciais que afetaram o Brasil.

A saída de ministros do primeiro escalão para disputar as eleições também está no radar do governo. Nomes como Gleisi Hoffmann e Rui Costa devem deixar os cargos até abril para concorrer ao Senado. Nesse cenário, a permanência de Sidônio evita novas mudanças na equipe central do Palácio do Planalto em pleno ano eleitoral.

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