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Lula ataca Bolsonaro e acusa oposição de espalhar fake news diariamente após vídeo de Nikolas Ferreira

O presidente declarou que é necessário enfrentar o debate público sem se intimidar diante da propagação constante de desinformação. Para Lula, a popularidade nas redes muitas vezes está associada à divulgação de conteúdos enganosos, mencionando que Bolsonaro chegou a reunir dezenas de milhões de seguidores ao longo de sua atuação digital.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As declarações ocorrem poucos dias após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que possui mais de 19 milhões de seguidores no Instagram, publicar um vídeo afirmando que o governo federal teria retomado de forma “oculta” uma norma que permitiria o monitoramento de transações feitas via Pix. A gravação teve ampla repercussão, com milhões de visualizações, centenas de milhares de interações e grande volume de compartilhamentos.

A norma citada pelo parlamentar, no entanto, não estabelece monitoramento em tempo real das transações nem representa uma novidade específica para o Pix. Diante da repercussão, a Receita Federal divulgou nota negando as informações e classificando como falsas as alegações de fiscalização das operações para fins tributários. Em razão do conteúdo divulgado, dois deputados federais acionaram órgãos de controle contra Nikolas Ferreira.

Durante o discurso, Lula também alertou para os riscos da desinformação impulsionada pelo uso da inteligência artificial. Segundo ele, a tecnologia pode ser utilizada de forma criminosa, inclusive para manipulação de imagens, e exige atenção redobrada, especialmente por parte das mulheres.

O presidente ainda fez um alerta sobre o papel dos algoritmos das redes sociais, afirmando que a população não pode se tornar refém do conteúdo selecionado automaticamente pelas plataformas. Ele ressaltou que o país se aproxima de um novo ciclo eleitoral e que, sem vigilância e senso crítico, a mentira pode se sobrepor à verdade.

Na agenda desta sexta-feira, Lula participou do lançamento de uma medalha comemorativa pelos 90 anos do salário mínimo, criado em 1936. A cerimônia ocorreu na Casa da Moeda e contou com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além de ministros de diferentes pastas.

Mais cedo, o presidente também se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, às vésperas da assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Após o encontro, os dois líderes falaram à imprensa, e Lula destacou a longa duração das negociações, classificando o processo como resultado de mais de duas décadas de tentativas até a conclusão do tratado.

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