Geddel se reúne com Zé Ronaldo em meio a incertezas sobre espaço do MDB na chapa de Jerônimo
- Adilson Silva

- há 16 horas
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Uma postagem do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) nas redes sociais, feita na terça-feira (20), acrescentou novos elementos ao cenário político da Bahia. O emedebista revelou ter recebido em sua casa, em Salvador, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), para uma conversa prolongada sobre os rumos da política estadual e nacional.

Ao comentar o encontro, Geddel destacou a afinidade política com o gestor feirense e fez elogios públicos. “Conversar com Zé é sempre produtivo. Seguiremos trocando ideias, porque sempre existe espaço para caminhar juntos em defesa da Bahia. Zé é um grande baiano”, escreveu, ressaltando ainda a experiência e a habilidade política do prefeito.
Embora não tenha detalhado os temas tratados, o gesto foi interpretado nos bastidores como um sinal de reaproximação entre os dois. José Ronaldo, conforme já revelou o Política Livre, voltou a ser lembrado como possível candidato a vice na chapa de ACM Neto (União Brasil) ao governo do estado.
A movimentação também é vista como um recado direto ao núcleo do PT baiano. Com a possibilidade de uma chapa “puro-sangue”, composta por nomes ligados ao próprio partido, cresce a avaliação de que o MDB pode perder o espaço atualmente ocupado na vice-governadoria. Hoje, o cargo é exercido por Geraldo Júnior, indicado pelo MDB em 2022, mas que vem sendo tratado internamente como opção fora dos planos para a tentativa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Caso o distanciamento do MDB se confirme, o cenário político estadual pode passar por uma reconfiguração significativa, aproximando o partido de lideranças da oposição e reposicionando José Ronaldo como figura estratégica na disputa majoritária de 2026.
Há ainda uma leitura considerada menos provável, segundo interlocutores, de que o MDB tente manter a vaga de vice na chapa de Jerônimo indicando justamente o nome do prefeito de Feira de Santana, o que representaria uma movimentação ousada dentro do tabuleiro político baiano.







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