Em almoço com Republicanos, Lula admite força de Tarcísio em 2026 e tenta segurar apoio da legenda no Congresso
- Adilson Silva

- 20 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta segunda-feira (18) com lideranças do Republicanos, em Brasília, e reconheceu que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, desponta como um dos principais nomes da legenda para disputar a Presidência da
República em 2026.

Apesar de admitir o peso político de Tarcísio, Lula pediu que o Republicanos mantenha diálogo e apoio ao governo no Congresso Nacional até o próximo ano, principalmente em pautas consideradas de interesse nacional. Entre elas, está a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que deve ser votada em breve.
Participaram do encontro o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, o líder da legenda na Câmara, Hugo Motta, e o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. O almoço, que teve picanha como prato principal, serviu também para medir a temperatura política da sigla diante das movimentações para 2026.
Resposta do partido
Lideranças do Republicanos evitaram confirmar qualquer candidatura e destacaram que a decisão será tomada de acordo com o cenário eleitoral no próximo ano. O partido também reforçou que Tarcísio só disputaria a presidência com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A legenda sinalizou ainda que não pretende atrapalhar projetos do governo que tragam benefícios concretos à população, desde que não tenham caráter ideológico ou alinhamento excessivo com a esquerda.
Movimentações de Lula com outros partidos
A reunião faz parte da estratégia de Lula de se aproximar de partidos de centro, que possuem ministérios no governo, para tentar consolidar apoios antes de 2026.
Em encontro recente com o PSD, de Gilberto Kassab, Lula ouviu que a sigla também deve lançar candidato próprio, sendo o governador do Paraná, Ratinho Jr., o nome mais cotado. Já com o MDB, Lula se reuniu com figuras como Renan Calheiros (AL), mas deixou de fora o presidente nacional do partido, Baleia Rossi.
Nos bastidores, emedebistas avaliam que a legenda pode se declarar independente, liberando seus diretórios regionais para apoiarem os candidatos que julgarem mais competitivos em cada estado.







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