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Aliados do governo criticam ‘Operação PP’ após aproximação de lideranças com ACM Neto

Integrantes da base governista na Bahia têm classificado como fracassada a tentativa de manter o Progressistas (PP) alinhado ao governo estadual. As críticas ganharam força após movimentações de lideranças da sigla em direção ao grupo liderado por ACM Neto (União Brasil).

Entre os nomes citados estão o prefeito de Jequié, Zé Cocá, o deputado federal Cláudio Cajado e o deputado estadual Hassan Yossef, que já teriam se aproximado do grupo oposicionista. Nos bastidores, há ainda a possibilidade de saída do deputado federal Mário Negromonte Jr., o que aumentaria o desgaste na relação entre o partido e o governo.

A chamada “Operação PP” foi articulada para assegurar a permanência da legenda na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Como parte das negociações, o partido chegou a assumir o comando do Detran na Bahia, em uma tentativa de recompor a aliança após o rompimento ocorrido nas eleições de 2022.

Apesar disso, lideranças governistas avaliam que o esforço não teve o resultado esperado. Segundo interlocutores, mesmo com a concessão de espaços na administração estadual, nomes importantes do PP passaram a atuar com independência política, sinalizando aproximação com a oposição.

A situação se intensificou neste ano, especialmente após a federação nacional entre o PP e o União Brasil, o que fortaleceu a articulação em torno de ACM Neto no estado. Há ainda incertezas sobre o destino de outros quadros da sigla, incluindo deputados estaduais, o que aumenta a instabilidade dentro da base governista.

Nos bastidores, parlamentares aliados ao governo apontam falta de coordenação política e admitem preocupação com possíveis novas baixas, em um cenário que pode impactar diretamente a formação de alianças para as eleições de 2026.

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