Vices e suplências concentram disputa política na formação das chapas da sucessão baiana
- Adilson Silva

- há 23 horas
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Com o apoio do senador Angelo Coronel (PSD) ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) praticamente definido, a corrida eleitoral na Bahia passa a ter quatro posições estratégicas como principal foco das articulações políticas: as vagas de vice-governador nas chapas do governo e da oposição e as duas suplências ao Senado, especialmente no campo governista.

A configuração das chapas para 2026 tem colocado essas posições no centro da cobiça de partidos e lideranças, tanto pela relevância eleitoral quanto pelo peso político que representam. No grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), além da escolha do vice, ganham destaque as suplências dos candidatos ao Senado, o senador Jaques Wagner, que tentará a reeleição, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Entre essas vagas, a suplência de Rui Costa é considerada a mais disputada. Isso porque, em caso de reeleição do presidente Lula, Rui poderá retornar ao ministério, abrindo espaço definitivo para o suplente assumir o mandato no Senado.
Prefeitos entram no radar
Dois prefeitos aparecem com força nas conversas tanto no campo governista quanto na oposição. O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), surgem como nomes estratégicos por sua influência regional e capacidade de transferência de votos.
Nos bastidores da oposição, aliados afirmam que ACM Neto tem se empenhado para atrair José Ronaldo para a campanha, sem descartar uma composição com Zé Cocá. Ambos são vistos como lideranças consolidadas em regiões-chave do estado, fator considerado decisivo para fortalecer as chapas majoritárias.
No campo governista, Jerônimo Rodrigues também já teria feito movimentos, por meio do MDB, em direção a José Ronaldo. Ainda assim, há quem avalie que o governador mantém um alinhamento mais consistente com Zé Cocá, embora o nome ainda não esteja formalmente definido para substituir Geraldo Júnior (MDB) na vice-governadoria.
PSD segue como peça-chave
O PSD, comandado na Bahia pelo senador Otto Alencar, continua exercendo papel central nas negociações. No grupo governista, a vice pode acabar sendo indicada pelo partido, que avalia o nome do deputado Adolfo Menezes, ex-presidente da Assembleia Legislativa, para a função.
Adolfo Menezes e o próprio Geraldo Júnior também aparecem como opções para as suplências ao Senado, tanto de Rui Costa quanto de Jaques Wagner, dependendo da engenharia política que venha a ser adotada. Caso o PSD fique com a vice, essas vagas tendem a ser usadas como instrumentos de compensação interna.
Com a migração de Angelo Coronel para o campo oposicionista, ACM Neto passa a ter praticamente definida a chapa ao Senado, com Coronel e João Roma (PL), restando apenas a escolha do vice na disputa ao governo.
Já Jerônimo Rodrigues deve buscar a reeleição com Jaques Wagner e Rui Costa concorrendo ao Senado, enquanto o grupo governista ainda trabalha para fechar o nome do vice-governador e dos dois primeiros suplentes, posições que prometem intensa disputa nos próximos meses.







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