Polícia suspende camarote às vésperas do Carnaval em operação contra rifas ilegais
- Adilson Silva

- há 3 horas
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A Polícia Civil da Bahia determinou a suspensão das atividades de um camarote no Carnaval de Salvador após identificar indícios de que o espaço estaria ligado a um esquema de lavagem de dinheiro.

A medida faz parte da Operação Falsas Promessas 3, deflagrada nesta quarta-feira (11).
Durante a ação, foram bloqueados cerca de R$ 230 milhões em ativos financeiros e apreendida uma aeronave avaliada em mais de R$ 10 milhões. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de utilizar rifas clandestinas realizadas pela internet para movimentar recursos de origem ilícita.
Estrutura para ocultar recursos
De acordo com as investigações, o camarote funcionaria como instrumento para ocultação e dissimulação de valores obtidos com a exploração irregular das rifas. Com base nos elementos reunidos, a Justiça autorizou a paralisação imediata das atividades do espaço, mesmo com a proximidade do Carnaval.
A operação é conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Serviço Aeropolicial (Saer).
Segundo o diretor do Draco, delegado Fábio Lordello, o grupo investigado utilizava empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e terceiros para movimentar valores considerados incompatíveis com as atividades oficialmente declaradas.
“As conexões financeiras seguem sob análise para aprofundamento das apurações”, informou o delegado.
Mandados em cinco cidades
Ao todo, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão contra 13 investigados nas cidades de Salvador, Camaçari e Feira de Santana, na Bahia, além de São Paulo e São Bernardo do Campo, no estado paulista.
A polícia busca recolher aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam reforçar as provas do esquema.
Além do bloqueio de bens e valores, a aeronave apreendida é apontada como possível produto das atividades investigadas e teria sido utilizada para facilitar deslocamentos e ocultação patrimonial dos envolvidos.
A operação integra a estratégia de intensificação do combate às estruturas financeiras do crime organizado no estado.







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