Vereador preso em operação contra PCC já havia sido poupado de expulsão pelo PT em 2014
- Adilson Silva

- há 5 horas
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O vereador Senival Moura (PT), preso nesta quinta-feira (25) durante uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, já havia sido investigado por suspeitas de vínculos com a facção em 2014, mas acabou sendo mantido no Partido dos Trabalhadores.

Na ocasião, o então deputado estadual Luiz Moura, irmão de Senival, foi expulso da legenda após ser acusado de participar de uma reunião com integrantes do PCC em uma cooperativa de transporte ligada à família. Já Senival permaneceu filiado ao partido.
À época, o então presidente do diretório estadual do PT em São Paulo, Emídio de Souza, justificou a decisão afirmando que não existiam elementos que justificassem a abertura de um processo disciplinar contra o vereador. Segundo ele, Senival era apenas sócio da cooperativa investigada, enquanto as acusações recaíam diretamente sobre Luiz Moura.
Questionado novamente sobre o episódio após a prisão desta semana, Emídio preferiu não comentar.
Agora, diante da nova investigação, o diretório municipal do PT informou que Senival será submetido a um processo no Conselho de Ética da legenda, podendo sofrer sanções que vão desde afastamento até expulsão.
De acordo com a Polícia Civil, o vereador teria atuado para facilitar a entrada do PCC na empresa de ônibus Transunião, utilizando a companhia para movimentações financeiras clandestinas destinadas a beneficiar integrantes da organização criminosa.
A defesa de Senival Moura contestou a prisão e afirmou que a decisão causou "enorme surpresa e indignação". Em nota, o advogado Márcio Sayeg declarou que a medida foi tomada em um momento politicamente sensível, às vésperas do período eleitoral, o que, segundo ele, levanta questionamentos. A defesa também disse confiar que os fatos serão esclarecidos ao longo da investigação.







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