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Dólar oscila após abrir em queda e volta a subir com pressão do mercado

Moeda americana iniciou o dia em baixa, mas inverteu o movimento após atuação do Banco Central e repercussão de indicadores econômicos

O dólar apresentou forte oscilação no mercado nesta sexta-feira (26). A moeda norte-americana abriu em queda, acompanhando o cenário internacional, mas passou a operar em alta ao longo da manhã, influenciada por fatores externos e domésticos.

No início do pregão, o recuo refletia a desvalorização global do dólar e a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), após a divulgação de um indicador de inflação abaixo das expectativas. O resultado reduziu as apostas de novas elevações dos juros pelo Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano.

Apesar do movimento inicial, a cotação inverteu a trajetória e voltou a subir. Durante a manhã, o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,1858, após registrar mínima de R$ 5,1663.

Banco Central atua no mercado

A dinâmica do câmbio também foi influenciada pela atuação do Banco Central do Brasil, que realizou a venda integral de US$ 1 bilhão no mercado à vista, além de promover leilão de swap cambial reverso no mesmo montante, operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

Os investidores ainda acompanharam a divulgação de indicadores econômicos brasileiros.

Desemprego recua para 5,6%

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a taxa de desemprego caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio. O índice ficou abaixo dos 5,8% registrados no trimestre anterior e dos 6,2% observados no mesmo período do ano passado, em linha com as projeções do mercado.

Na área externa, as contas do país também permaneceram no radar dos investidores. O Brasil registrou déficit de US$ 3,185 bilhões em transações correntes em maio, resultado considerado melhor que as estimativas do mercado. Já o Investimento Direto no País somou entrada líquida de US$ 7,974 bilhões, acima das expectativas.

Além disso, o fluxo cambial brasileiro permaneceu positivo em junho, acumulando saldo de US$ 8,323 bilhões até a última terça-feira, impulsionado tanto pelas operações comerciais quanto pelas financeiras.

Cenário político também influencia

No ambiente político, investidores acompanham os desdobramentos de investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Também seguem no radar as apurações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

Outro tema observado pelo mercado é a liquidação da empresa Sefer Investimentos, determinada pelo Banco Central, em meio às investigações sobre sua atuação no sistema financeiro.

 
 
 

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