Venezuela solta ao menos 60 opositores presos após eleições contestadas de 2024
- Adilson Silva

- 7 de jan.
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Ao menos 60 pessoas detidas após as eleições presidenciais de 2024 na Venezuela foram libertadas neste Natal, segundo informou uma organização formada por defensores de direitos humanos e familiares de presos políticos. As prisões ocorreram em meio à crise política desencadeada pela reeleição de Nicolás Maduro, amplamente questionada por organismos internacionais e pela oposição.

A informação foi divulgada pelo Comitê para a Liberdade dos Presos Políticos (Clippve). De acordo com Andreína Baduel, uma das representantes da entidade, a soltura representa um avanço, embora ainda não signifique liberdade plena. “Celebramos a liberação de mais de 60 venezuelanos que nunca deveriam ter sido presos de forma arbitrária. Seguiremos atuando até que todos os presos políticos estejam completamente livres”, afirmou.
Os detidos haviam sido presos após a confirmação do terceiro mandato consecutivo de Maduro, em julho de 2024. A decisão provocou uma série de manifestações no país, impulsionadas por denúncias de fraude eleitoral feitas por partidos de oposição e entidades internacionais.
Os protestos resultaram na prisão de cerca de 2.400 pessoas, classificadas pelo governo venezuelano como terroristas. Segundo números oficiais, mais de 2.000 desses detidos já foram liberados desde então.
Até o momento, porém, não foram divulgados detalhes sobre as condições das libertações ocorridas neste Natal. Procurado pela imprensa, o Ministério Público venezuelano não respondeu aos pedidos de esclarecimento até o fim da tarde desta quinta-feira (25).







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