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Trump pressiona Venezuela a suspender venda de petróleo para Rússia e China, afirma emissora

O governo dos Estados Unidos solicitou que a Venezuela interrompa o fornecimento de petróleo a países como Rússia, China, Irã e Cuba. A informação foi divulgada pela emissora americana ABC News, que atribui o pedido à gestão do presidente Donald Trump.

De acordo com o canal, a exigência teria sido apresentada em uma conversa entre autoridades norte-americanas e a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, realizada após a prisão de Nicolás Maduro. Um dia antes, Trump já havia declarado que Caracas se comprometeria a enviar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, comercializados a preços de mercado.



Além da suspensão das exportações para aliados estratégicos de Caracas, Washington teria solicitado que a Venezuela estabelecesse uma parceria exclusiva para o fornecimento de petróleo aos EUA. Nesse arranjo, os americanos teriam prioridade na compra do petróleo bruto venezuelano em relação a outros países.

Segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, a Venezuela conseguiria manter sua independência econômica por apenas algumas semanas sem vender reservas de petróleo. Em reunião com parlamentares, ele afirmou que a fragilidade financeira do país permitiria aos EUA pressionar pela venda do petróleo já extraído.

A China reagiu às informações com críticas diretas. Para o governo chinês, a exigência de exclusividade representa uma violação da soberania venezuelana. “O uso de coerção e a tentativa de interferir na gestão dos recursos naturais de outro país configuram intimidação e desrespeito ao direito internacional”, declarou Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.

Exportações seguem bloqueadas

Marco Rubio também afirmou que as exportações de petróleo da Venezuela para outros países permanecerão bloqueadas temporariamente. Segundo ele, a medida continuará em vigor até que haja mudanças políticas que atendam aos interesses dos Estados Unidos e, segundo o secretário, contribuam para um futuro mais estável para os venezuelanos.

Rubio avalia que empresas petrolíferas que não sejam russas ou chinesas devem demonstrar interesse no petróleo pesado venezuelano, especialmente diante da escassez global desse tipo de combustível. Esse cenário poderia abrir espaço para maior atuação de companhias estrangeiras no país sul-americano.

Trump, por sua vez, declarou que empresas petrolíferas americanas pretendem investir bilhões de dólares na Venezuela com o objetivo de ampliar a produção local, após a queda de Maduro. Ele afirmou que os investimentos buscariam recuperar a capacidade produtiva da indústria petrolífera venezuelana.

O petróleo extraído na Venezuela possui características distintas do produzido nos Estados Unidos. Enquanto os americanos exploram majoritariamente petróleo leve, com baixo teor de enxofre e mais fácil de refinar, o combustível venezuelano é pesado ou extrapesado, exigindo processos mais complexos e custos mais elevados de extração e refino.

Apesar de deter a maior reserva de petróleo do mundo — cerca de 303,8 bilhões de barris, o equivalente a 17,5% do total global —, a Venezuela enfrenta sérias dificuldades para ampliar sua produção. Desde a estatização do setor, em 2007, a produção caiu mais de 70%, alcançando aproximadamente 960 mil barris por dia em 2024, segundo dados do Instituto de Estatística de Energia.

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