Alckmin diz que acordo UE–Mercosul é referência em cenário global instável e governo quer acelerar análise no Congresso
- Adilson Silva

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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (22) que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia representa um modelo positivo para o comércio internacional em um contexto de instabilidade global.

Segundo ele, o governo brasileiro pretende acelerar a tramitação do tratado no Congresso Nacional como forma de contribuir para o avanço do processo no bloco europeu.
Alckmin minimizou o impacto da decisão recente das autoridades europeias de suspender temporariamente o andamento do acordo para revisão jurídica, classificando o episódio como um obstáculo pontual. De acordo com o vice-presidente, a expectativa do governo é que a Comissão Europeia autorize a aplicação provisória do tratado enquanto as discussões judiciais seguem em curso.
“A orientação do governo é dar celeridade. O presidente Lula deve enviar o acordo ao Congresso, e isso fortalece a posição da Comissão Europeia para permitir uma vigência provisória durante o período de análise jurídica”, afirmou.
Conforme já havia sido antecipado, o Palácio do Planalto decidiu priorizar a aprovação do acordo antes mesmo de o Parlamento Europeu determinar a revisão legal do texto. A estratégia busca pressionar os países europeus a manterem o compromisso com o tratado.
Na terça-feira (20), uma reunião no Planalto definiu o cronograma das próximas etapas e alinhou os órgãos envolvidos para agilizar os procedimentos. Segundo interlocutores do governo, a revisão final da versão em português deve ser concluída nas próximas semanas, quando o texto será encaminhado à Casa Civil. Em seguida, o acordo será submetido à apreciação do Legislativo.
Durante a entrevista, Alckmin ressaltou ainda o caráter político e simbólico do tratado. Para ele, o acordo reforça o diálogo entre nações e contribui para a ampliação de mercados, o fortalecimento do multilateralismo, o estímulo a investimentos cruzados e avanços na agenda de sustentabilidade.
O acordo de livre comércio foi assinado no último sábado (17) por representantes do Mercosul e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Se implementado, criará a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 722 milhões de consumidores.







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