Trump menciona possibilidade de “tomada amigável” de Cuba em meio a tensão diplomática
- Adilson Silva

- há 9 horas
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (27) que a administração americana está avaliando com líderes cubanos uma eventual “tomada amigável” da ilha, em declarações feitas a jornalistas pouco antes de embarcar em um compromisso oficial em Texas.

Segundo Trump, o governo cubano enfrenta sérias dificuldades econômicas e estaria dialogando com Washington — e, nesse contexto, uma mudança na relação bilateral poderia ocorrer de forma pacífica. “Eles não têm dinheiro, não têm nada agora. Mas estão conversando conosco e talvez façamos uma aquisição amigável de Cuba”, disse o presidente.
A sugestão surpreende em um momento de crescente tensão entre os dois países, que têm uma história de antagonismo que remonta a décadas durante a Guerra Fria e ao longo do embargo econômico mantido pelos EUA.
Contexto de tensão e respostas de Havana
A declaração de Trump ocorre dias após um incidente marítimo envolvendo uma lancha registrada no estado americano da Flórida ter sido interceptada por autoridades cubanas em águas próximas à costa do país caribenho. No confronto, quatro pessoas a bordo da embarcação morreram e outras seis ficaram feridas, conforme relatos oficiais.
Como reação ao episódio, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, publicou em suas redes sociais que Cuba está pronta para “defender sua soberania e estabilidade diante de qualquer agressão terrorista ou mercenária”. O líder enfatizou o compromisso do país em proteger seu território e seu povo em meio às crescentes pressões externas.
Investigações e repercussões
As autoridades dos EUA anunciaram que estão abrindo investigações para apurar o caso da lancha e identificar as circunstâncias do tiroteio no mar. Líderes políticos americanos também pediram respostas rápidas sobre a participação e a nacionalidade dos envolvidos no confronto.
O episódio e as declarações de Trump intensificam o debate sobre a política externa dos EUA em relação à Cuba, em um momento marcado por tensões econômicas, diplomáticas e estratégicas entre as duas nações.







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