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Defesa de Lulinha diz que quebra de sigilo é desnecessária e recorre ao STF

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, informou nesta quinta-feira (27) que considera “dispensável” a decisão de quebra de sigilo envolvendo o empresário. A medida foi determinada tanto no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto pela comissão parlamentar que apura possíveis fraudes no INSS.

Em nota pública, o advogado Guilherme Suguimori Santes afirmou que já protocolou pedido junto ao STF para ter acesso aos detalhes da decisão, inclusive no despacho atribuído ao ministro André Mendonça.

Segundo a defesa, o empresário está disposto a colaborar espontaneamente com as investigações e a fornecer todos os documentos necessários. “Não é preciso coagir quem desde o início demonstrou interesse inequívoco em contribuir”, sustenta o texto.

Alegação de inexistência de envolvimento

Os advogados também reforçam que Fábio Luís não teria qualquer participação nas supostas irregularidades investigadas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e negam a prática de crime.

De acordo com a nota, desde o começo das apurações o empresário teria se colocado à disposição da Corte para prestar esclarecimentos, com o objetivo de evitar “ilações” e a politização de seu nome.

Repercussão política

A decisão de quebra de sigilo gerou reações distintas no Congresso. Parlamentares governistas questionaram a forma como a medida foi aprovada na comissão, enquanto integrantes da oposição defendem a necessidade de aprofundar as investigações.

O caso amplia o embate político em torno das apurações e envolve diretamente o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um cenário de forte polarização no ambiente político nacional.

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