Trump adia prazo contra o Irã e fala em negociação, mas Teerã nega diálogo direto
- Adilson Silva

- há 23 horas
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu adiar por cinco dias o prazo que havia estabelecido para uma possível ação militar contra o Irã. A mudança foi anunciada nesta segunda-feira (23), poucas horas antes do vencimento do ultimato relacionado à reabertura do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

Com o recuo, Trump afirmou que há conversas em andamento com autoridades iranianas visando uma solução para o conflito. No entanto, o governo de Teerã negou qualquer negociação direta, informando apenas que recebeu propostas por meio de intermediários e que só aceita dialogar sob suas próprias condições, incluindo o fim das hostilidades e o respeito à soberania nacional.
A sinalização de possível trégua teve impacto imediato no mercado internacional. O preço do petróleo, que havia se aproximado dos US$ 120 por barril nos últimos dias, recuou para cerca de US$ 100 após a declaração do presidente norte-americano.
Trump também afirmou que não mantém contato com o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, e voltou a defender mudanças no regime político do país, além de insistir na interrupção total do programa nuclear iraniano — ponto que segue sendo rejeitado por Teerã.
Nos bastidores, aliados dos EUA, como Israel, acompanham a situação. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu indicou que qualquer acordo deve preservar os interesses israelenses, enquanto operações militares na região continuam sendo registradas.
O Irã, por sua vez, mantém o tom de alerta e ameaça retaliar caso haja ataques. Autoridades locais indicaram que infraestruturas energéticas e posições estratégicas de adversários podem ser alvos, além da possibilidade de fechamento do Estreito de Hormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Apesar da redução momentânea da tensão, o cenário segue instável, com movimentações militares e incertezas diplomáticas que mantêm o mercado e a comunidade internacional em alerta.







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