Tarciana Medeiros e sindicato dos bancários entram em conflito por críticas à gestão do Banco do Brasil
- Vitória Assis

- há 4 dias
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A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e o Sindicato dos Bancários de Brasília protagonizam um conflito que envolve críticas à administração da instituição e acusações de misoginia e xenofobia.

A divergência ganhou força após o sindicato publicar, em maio, uma edição do jornal Espelho DF com críticas à gestão de Tarciana. A publicação, feita em tom satírico e com referências à literatura de cordel, questionou temas como aumento da jornada, descomissionamentos, cobrança de metas, sobrecarga dos funcionários e redução do atendimento presencial.
A capa da publicação utilizou o termo “mainha” para se referir à presidente do Banco do Brasil, que é natural da Paraíba. Para a entidade sindical, a expressão fazia parte do tom crítico da publicação e não tinha intenção de atacar características pessoais da executiva.
A direção do Banco do Brasil, no entanto, reagiu por meio de uma notificação extrajudicial. Os advogados da instituição classificaram o conteúdo como falso, incompleto e fora de contexto. Segundo o documento, a utilização repetida do termo “mainha” representaria uma forma de desqualificação relacionada ao gênero e à origem nordestina de Tarciana.
A notificação menciona ainda possíveis práticas de injúria e difamação, além de questionar o uso do nome, da imagem e da marca da presidente do banco.
O sindicato rejeitou as acusações e afirmou que as críticas tinham como foco exclusivamente as decisões administrativas adotadas durante a gestão. A entidade argumentou que o debate deveria estar concentrado em questões como redução do quadro de funcionários, aumento da carga de trabalho e diminuição do atendimento presencial.
O Sindicato dos Bancários de Brasília também declarou ter histórico de atuação contra práticas de misoginia, machismo e xenofobia. Apesar de discordar dos argumentos apresentados pelo banco, a entidade publicou em seu site a manifestação de Tarciana Medeiros, alegando compromisso com o pluralismo e o direito ao contraditório.
Na resposta, a presidente do Banco do Brasil defendeu as medidas adotadas durante sua gestão e destacou a necessidade de conciliar sustentabilidade financeira com a modernização dos serviços. Tarciana também afirmou que o processo de digitalização do banco deve ocorrer sem deixar de atender clientes que ainda dependem do atendimento presencial.
A executiva afirmou ainda que críticas que assumam características de violência deixam de contribuir para uma discussão sobre os rumos do Banco do Brasil e passam a reproduzir comportamentos que, segundo ela, precisam ser combatidos.
Procurado sobre as críticas relacionadas às condições de trabalho, o Banco do Brasil declarou que combate práticas de assédio moral e outras condutas consideradas inadequadas no ambiente profissional. A instituição informou também que as negociações coletivas com os trabalhadores seguem em andamento.









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