Suplência no Senado surge como alternativa para acomodar Geraldo Júnior após saída da vice
- Adilson Silva

- há 2 horas
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O futuro político do vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), passou a ser discutido nos bastidores da base governista após ganhar força a possibilidade de ele deixar a chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Uma das alternativas avaliadas é a indicação do emedebista para a suplência do senador Jaques Wagner (PT).

Nos bastidores do governo, aliados apontam que a mudança seria uma forma de acomodar politicamente Geraldo Júnior, diante do cenário cada vez mais provável de que ele não permaneça como candidato a vice-governador na próxima eleição.
Em fevereiro, Wagner chegou a afirmar publicamente que Geraldo continuaria na chapa majoritária. A declaração, no entanto, acabou gerando desconforto interno, já que foi feita sem a presença de Jerônimo Rodrigues, que na ocasião estava em viagem internacional ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Posteriormente, o senador recuou da posição.
O episódio contribuiu para aumentar as tensões dentro da base aliada. A situação se agravou após a divulgação de mensagens em que Geraldo Júnior teria articulado críticas ao ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), em um grupo de WhatsApp.
Diante desse cenário, interlocutores do governo avaliam que caberia ao próprio Jaques Wagner ajudar a encontrar uma saída política para o impasse e evitar novos atritos com o MDB, partido de Geraldo.
Nos bastidores, aliados lembram que Wagner teve papel central na aproximação do vice-governador com o grupo governista durante a eleição de 2022, além de ter sido um dos principais apoiadores da candidatura de Geraldo Júnior à Prefeitura de Salvador em 2024.
Enquanto isso, o governador Jerônimo Rodrigues indicou recentemente que a vaga de vice na chapa pode ser ocupada por um nome do PSD. O partido havia perdido espaço na composição majoritária após o senador Angelo Coronel deixar o grupo para disputar a reeleição ao lado de ACM Neto (União Brasil).
Entre os nomes citados para a possível indicação está o da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, que confirmou que o PSD iniciou conversas internas sobre o tema, embora ainda não haja uma definição oficial.







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