top of page

Irã exige reparações e garantias para encerrar guerra; Trump diz que conflito acaba “quando eu quiser”

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (11) que o conflito no Oriente Médio só terá fim caso sejam reconhecidos os “direitos legítimos” do país e haja pagamento de reparações pelos danos causados após os ataques iniciados há cerca de 12 dias por Estados Unidos e Israel.

A declaração ocorre após o presidente americano Donald Trump afirmar que as forças aliadas já teriam destruído grande parte das estruturas militares iranianas. Em entrevista ao site Axios, o republicano disse que o fim da guerra depende apenas de sua decisão.

“A guerra está indo muito bem. Estamos muito à frente do cronograma e causamos mais danos do que imaginávamos possível”, declarou Trump, acrescentando que “quando eu quiser que acabe, vai acabar”.

A fala contrasta com o posicionamento oficial da Casa Branca, que tem apresentado objetivos mais específicos para a ofensiva. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, as metas do governo americano incluem impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, destruir instalações de produção de mísseis balísticos, enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a influência de grupos aliados de Teerã na região.

Em publicação na rede social X, Pezeshkian também pediu “garantias internacionais firmes contra futuras agressões”. É a primeira vez que o governo iraniano menciona publicamente condições para o encerramento do conflito.

Apesar disso, analistas avaliam que as exigências têm poucas chances de serem aceitas pelos países envolvidos na ofensiva. O governo americano e seus aliados têm defendido a rendição incondicional do Irã e o abandono do programa nuclear do país.

O tema está no centro da disputa internacional. Autoridades ocidentais afirmam que Teerã possui cerca de 441 quilos de urânio enriquecido próximo ao nível necessário para armamentos, o que teoricamente permitiria a produção de várias bombas nucleares.

Do lado israelense, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que a ofensiva continuará “sem limite de tempo” até que as ameaças contra o país sejam neutralizadas.

Enquanto isso, o cenário político interno do Irã também enfrenta turbulências após a morte do líder supremo Ali Khamenei no primeiro dia da guerra. O novo líder religioso, Mojtaba Khamenei, filho do antigo comandante, ainda não apareceu publicamente, segundo o governo por estar ferido.

Nos bastidores, cresce a influência de Ali Larijani, figura ligada à poderosa Guarda Revolucionária e considerado um dos principais articuladores da nova estrutura de poder no país.

Mesmo diante das tensões internas, forças iranianas seguem lançando mísseis e drones na região do Golfo Pérsico, ampliando o risco de escalada do conflito e pressionando o mercado global de petróleo.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
BANNER-MULTIVACINAÇÃO-728x90px---PMS.gif

© 2023 por Amaury Aquino e Design Digital

bottom of page