Servidores do IBGE avaliam greve nacional a partir de agosto em meio a impasse com direção
- Adilson Silva

- há 4 dias
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Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciaram uma mobilização para discutir a possibilidade de uma greve nacional a partir de 5 de agosto. A decisão será debatida em assembleias promovidas pela Associação dos Servidores do IBGE (Assibge) ao longo do restante deste mês.

Em nota divulgada pela entidade sindical, a Assibge afirma que a paralisação passou a ser considerada uma alternativa diante do que classifica como medidas que precarizam as condições de trabalho e de uma postura considerada autoritária por parte da administração do instituto. Segundo o sindicato, a direção do órgão também tem dificultado o diálogo com os representantes da categoria.
Desde agosto de 2023, a presidência do IBGE é exercida pelo economista Marcio Pochmann, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A possível greve ocorre em um cenário de tensão entre servidores e direção do instituto que se estende desde 2024. Naquele período, trabalhadores manifestaram oposição a propostas da gestão, entre elas a criação da fundação IBGE+, que previa a realização de projetos voltados à iniciativa privada. A proposta acabou não sendo implementada após a reação dos servidores.
Atualmente, a Assibge aponta uma série de fatores que alimentam a insatisfação da categoria, como a redução de indenizações destinadas aos servidores que realizam pesquisas de campo, a suspensão do Programa de Gestão e Desempenho (PGD) para funcionários em estágio probatório e a realização de transferências que a entidade considera arbitrárias.
Por outro lado, a direção do IBGE tem defendido que o órgão atravessa um processo de modernização e fortalecimento institucional. Durante as comemorações pelos 90 anos da instituição, realizadas em maio deste ano, a presidência afirmou que tem promovido um amplo diálogo com os servidores por meio de encontros nacionais, conferências e reuniões virtuais.
Na ocasião, a administração também destacou que o respeito à diversidade de opiniões não elimina a existência de conflitos internos, mas reforçou o compromisso com o diálogo durante o processo de reestruturação do instituto.








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