Indicado por Trump para embaixada afirma confiar em eleições livres no Brasil durante sabatina no Senado dos EUA
- Adilson Silva

- há 12 minutos
- 2 min de leitura
O deputado estadual da Flórida Daniel Pérez, indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assumir a embaixada norte-americana no Brasil, afirmou nesta quinta-feira (16) que acredita na realização de eleições "livres e justas" no país. A declaração foi dada durante entrevista após participar de audiência de confirmação no Senado dos Estados Unidos.

Durante a sabatina, Pérez abordou temas ligados à relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos, destacando áreas como comércio, investimentos, minerais estratégicos e cooperação no combate ao crime organizado.
Antes de assumir o cargo, o indicado ainda precisará ser aprovado pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado e, posteriormente, pelo plenário da Casa. Como o Congresso norte-americano entrará em recesso em agosto, a votação poderá ocorrer nas próximas semanas ou ficar para setembro.
Ao ser questionado pelo senador democrata Tim Kaine sobre a nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros, Pérez afirmou que ainda não havia analisado detalhadamente a medida, anunciada na noite anterior.
Na sequência, Kaine observou que os Estados Unidos mantêm superávit comercial na relação com o Brasil e alertou para a possibilidade de uma eventual retaliação brasileira afetar produtos americanos. Pérez reconheceu a informação, mas reiterou que pretende estudar os detalhes da política comercial antes de comentar seus impactos.
Durante a audiência, o indicado ressaltou a importância estratégica do Brasil para os interesses econômicos e de segurança dos Estados Unidos. Segundo ele, as reservas brasileiras de minerais críticos são relevantes para diversos setores da economia, além de destacar a necessidade de cooperação diante da atuação de organizações criminosas transnacionais.
Embora não tenha citado grupos específicos, Pérez afirmou que o fortalecimento da parceria entre os dois países é fundamental para enfrentar desafios relacionados ao crime organizado na América Latina. Em maio deste ano, o governo norte-americano classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Outro tema debatido foi o comércio de etanol. Questionado sobre as tarifas aplicadas pelo Brasil ao combustível norte-americano, Pérez reconheceu que há desequilíbrios na relação comercial e afirmou que o assunto vai além desse setor, envolvendo também áreas como energia e infraestrutura.
Para o futuro embaixador, caso sua indicação seja confirmada, a presença diplomática mais próxima poderá ampliar a cooperação entre empresas brasileiras e americanas, fortalecendo investimentos e as relações comerciais entre os dois países.








Comentários