Reunião em Salvador oficializou filiação de Caiado ao PSD na véspera da Lavagem do Bonfim
- Adilson Silva

- há 2 dias
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A decisão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de deixar o União Brasil para se filiar ao PSD foi consolidada durante um encontro realizado em Salvador, na véspera da Lavagem do Bonfim.

A mudança partidária faz parte da estratégia do governador para viabilizar sua pré-candidatura à Presidência da República.
Os bastidores da articulação foram detalhados nesta segunda-feira (2) pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da TV Band. Mesmo com a troca de legenda, Neto reafirmou apoio ao projeto presidencial do aliado de longa data.
Segundo ele, a decisão foi tratada de forma transparente. Caiado teria comunicado previamente a cúpula do União Brasil sobre a necessidade de buscar outro partido que lhe desse mais segurança para disputar o Palácio do Planalto. “Foi um movimento claro, conversado. Ele esteve conosco na Lavagem do Bonfim e, na véspera, nos reunimos em minha casa, aqui em Salvador. Fizemos inclusive uma chamada de vídeo com o presidente nacional do União Brasil, quando Caiado explicou que precisava da liberação para seguir esse novo caminho”, relatou.
ACM Neto destacou que a relação política e pessoal com o governador goiano permanece intacta. Para ele, o apoio a Caiado é consequência natural de uma trajetória construída em conjunto, independentemente da sigla à qual esteja filiado.
Durante a entrevista, Neto também comentou sobre um encontro recente com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que esteve em Salvador semanas atrás. De acordo com ele, Zema demonstrou disposição para dialogar em torno de um projeto nacional de oposição ao PT.
Apesar de apontar Caiado como o nome prioritário, Neto ponderou que o cenário presidencial ainda está em aberto dentro do PSD. “Não sabemos se o partido terá Caiado ou Ratinho Júnior como candidato. É preciso esperar para entender como essas peças vão se organizar”, afirmou.
O ex-prefeito ressaltou que a definição de apoio formal à Presidência não ocorrerá de imediato. Segundo ele, a decisão dependerá da confirmação de quem será, de fato, o escolhido do PSD para a disputa nacional.
“A minha intenção é apoiar uma candidatura presidencial. Hoje, Ronaldo Caiado está à frente das demais opções, mas precisamos aguardar os desdobramentos dessa filiação e saber se ele será confirmado como candidato do partido”, concluiu.







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