Quinho Tigre cobra espaço para o PSD após saída de Coronel da chapa governista
- Adilson Silva

- há 13 minutos
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O ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e liderança do PSD no interior do estado, Quinho Tigre, afirmou que o partido precisa ser recompensado politicamente após perder espaço na chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT), em razão do afastamento do senador Angelo Coronel (PSD) da base governista.

Pré-candidato a deputado federal, o ex-prefeito de Belo Campo defendeu uma reavaliação do papel do PSD dentro do grupo aliado e evitou antecipar qualquer posicionamento em relação a Coronel, que tende a se aproximar da oposição. Para Quinho, a saída do senador gera impacto relevante, sobretudo fora da capital, mas ainda abre margem para rearranjos políticos.
A declaração foi feita durante a cerimônia de posse da advogada Carina Cristiane Cangaçu Virgens como membro do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), realizada nesta quarta-feira (4). Segundo ele, a perda de uma liderança com peso eleitoral expressivo não pode ser ignorada pelo governo estadual.
“É evidente que a saída de uma grande liderança provoca reflexos. O PSD deixou de integrar a chapa majoritária e isso precisa ser considerado. O partido deve ser compensado de alguma forma”, afirmou.
Quinho ressaltou ainda a força do PSD no cenário político baiano, destacando o número expressivo de prefeituras administradas pela legenda. “Somos o maior partido da Bahia, com aproximadamente 115 prefeitos. É natural que o PSD reivindique maior participação dentro do projeto político”, disse, ponderando que o cenário eleitoral segue indefinido. “A disputa será acirrada e ainda há muito a ser definido até o fechamento das chapas.”
Ao comentar o rompimento de Angelo Coronel com a base governista, o ex-presidente da UPB adotou um tom moderado. Disse manter diálogo tanto com o senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, quanto com Coronel, além de lembrar a parceria política que mantém com o deputado federal Diego Coronel em diversos municípios.
Questionado sobre o apoio ao Senado em 2026, Quinho evitou antecipar decisões e descartou alinhamentos automáticos. Ele afirmou ter apoio declarado ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), para uma das vagas, mas disse que aguardará a definição das chapas para se posicionar sobre a outra disputa. “Nada está formalizado, nem no campo do governo nem da oposição. Vou analisar os movimentos antes de tomar qualquer decisão”, concluiu.







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