PT acelera articulações para evitar perda de espaço no Senado nas eleições de 2026
- Adilson Silva

- há 24 horas
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Diante da possibilidade de redução de sua presença no Senado Federal, o Partido dos Trabalhadores tem intensificado articulações políticas com o objetivo de, ao menos, manter o atual tamanho da bancada, hoje formada por nove senadores.

O desafio é ampliado pelo fato de que seis parlamentares da sigla precisarão disputar a renovação de seus mandatos neste ano.
Sem uma estratégia totalmente definida, a direção petista tem avaliado alternativas que vão além da disputa direta pelas vagas no Senado. Uma das linhas em discussão envolve estimular candidaturas de aliados a governos estaduais, criando a possibilidade de que suplentes filiados ao PT assumam as cadeiras no Congresso caso esses nomes vençam as eleições.
Um exemplo citado nos bastidores é o do senador Omar Aziz (PSD-AM). Caso ele seja eleito governador do Amazonas, sua vaga no Senado passaria para a suplente Cheila Moreira, que é filiada ao PT. A movimentação é vista por integrantes do partido como uma forma indireta de reforçar a bancada, reduzindo a dependência exclusiva do desempenho eleitoral de candidatos próprios à Casa Alta.
Apesar dessas possibilidades, o cenário segue preocupante em alguns estados. A situação do senador Rogério Carvalho (SE) é acompanhada de perto pela cúpula petista. Pesquisas recentes, como as do instituto Real Time Big Data, colocam o parlamentar em posição desfavorável, ocupando o quinto lugar e em empate técnico com outros concorrentes.
O desempenho acende um sinal de alerta na direção nacional do partido, que avalia o risco de encolhimento da bancada caso as articulações alternativas não consigam compensar eventuais derrotas nas disputas diretas ao Senado.
Internamente, dirigentes também reconhecem dificuldades na organização do projeto eleitoral. Avaliações reservadas indicam que o PT demorou a estruturar suas chapas estaduais e nacionais, enquanto partidos de oposição avançaram na montagem de alianças e no lançamento de nomes competitivos desde 2023.
Esse diagnóstico tem sido compartilhado por setores da legenda que defendem ajustes na estratégia para o próximo ciclo eleitoral, diante da percepção de que a direita se movimentou com antecedência, construiu coalizões mais amplas e apresentou candidatos com maior potencial de competitividade em diversos estados.







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