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Pré-campanha de Flávio Bolsonaro registra aumento de ataques nas redes, mas estratégia é evitar confronto direto

A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) identificou nas últimas semanas um crescimento das críticas e ataques nas redes sociais contra o parlamentar. O movimento ocorre no momento em que pesquisas eleitorais apontam avanço do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para a disputa presidencial.

Mesmo com o aumento das investidas, a orientação dentro do grupo político do senador é manter uma postura cautelosa, evitando confrontos diretos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus aliados neste momento da pré-campanha.

Nos bastidores do governo e do PT, a expectativa é de que uma intensificação das críticas possa reduzir o desempenho eleitoral de Flávio ao longo da campanha. Lideranças do partido, inclusive, já discutem mobilizar a militância digital para ampliar os ataques ao senador nas redes.

Inicialmente, porém, o nível de críticas foi considerado moderado. Avaliações no meio político indicavam que o grupo ligado ao presidente preferia concentrar esforços em outros possíveis adversários, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Pela legislação eleitoral, ele teria prazo até o início de abril para deixar o cargo caso optasse por disputar a Presidência.

Crescimento nas pesquisas

Desde que anunciou sua pré-candidatura, Flávio Bolsonaro tem registrado crescimento nas pesquisas de intenção de voto. Levantamento divulgado pelo Datafolha no início de março mostra o senador atrás de Lula por uma diferença entre cinco e seis pontos percentuais em cenários de primeiro turno.

Em uma eventual disputa de segundo turno, o cenário aparece tecnicamente equilibrado: o atual presidente registra 46% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 43%.

Especialistas apontam, entretanto, que o avanço do senador também foi acompanhado pelo aumento de sua rejeição entre os eleitores. Em dezembro, o índice de rejeição era de 38%, número que subiu para 45% no levantamento mais recente.

Estratégia de moderação

Aliados do senador avaliam que as críticas mais recentes têm circulado principalmente entre eleitores já alinhados à esquerda, sem grande impacto fora desse grupo. Por isso, a campanha opta por não reagir diretamente a cada ataque.

A estratégia também inclui apresentar Flávio como uma figura mais moderada dentro do campo conservador, numa tentativa de atrair eleitores independentes — considerados decisivos para o resultado da eleição.

Entre os ataques monitorados nas redes estão menções a investigações passadas envolvendo o senador, como o caso da chamada “rachadinha” e suspeitas de lavagem de dinheiro. Os processos, no entanto, foram encerrados após decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça que anularam provas obtidas nas investigações.

Flávio Bolsonaro sempre negou irregularidades.

Disputa deve se intensificar

Aliados do presidente Lula argumentam que o crescimento do senador nas pesquisas ocorre em um momento em que a pré-campanha petista ainda não está totalmente mobilizada.

Já políticos próximos ao senador afirmam que o cenário eleitoral mudou em relação a 2022. Para eles, parte do eleitorado que antes votou em Lula para derrotar Jair Bolsonaro pode agora apoiar Flávio como alternativa ao atual governo.

Analistas políticos avaliam que o desempenho do senador até agora também se deve ao fato de ele ter avançado sem ser o principal alvo da disputa política. Com a campanha ganhando intensidade, porém, a tendência é que o nível de confronto aumente e que o pré-candidato tenha de dedicar mais tempo a responder críticas e questionamentos.

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