Governo brasileiro diz que revogação de visto de assessor de Trump foi resposta proporcional
- Adilson Silva

- há 2 horas
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Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a decisão de revogar o visto do assessor de Donald Trump, Darren Beattie, não deve provocar um desgaste significativo nas relações entre Brasil e Estados Unidos.

A medida foi adotada em um momento em que ainda se discute a possibilidade de um encontro entre Lula e Trump. Mesmo assim, diplomatas e integrantes do alto escalão do governo brasileiro acreditam que o episódio não deve gerar um aumento de tensão diplomática entre os dois países.
Nos bastidores, porém, alguns interlocutores admitem que a reunião entre os dois líderes pode acabar não acontecendo. Um aliado próximo de Lula afirmou esperar que o governo norte-americano trate a situação com maturidade.
Governo diz ter reagido “na mesma moeda”
Segundo integrantes do governo brasileiro, a decisão de revogar o visto foi considerada uma resposta proporcional à postura adotada pelos Estados Unidos em situações semelhantes.
A avaliação é que a medida seguiu critérios previstos na Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos, que permite negar a entrada de estrangeiros que apresentem informações falsas ao solicitar visto.
Autoridades brasileiras afirmam que a atitude tomada pelo Brasil foi uma reação mínima diante das circunstâncias.
Motivo da revogação
De acordo com fontes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o visto foi cancelado após a identificação de inconsistências nas informações apresentadas por Beattie sobre o motivo de sua viagem ao país.
Ao solicitar o documento, o assessor teria informado que participaria de uma conferência sobre minerais estratégicos e de reuniões com representantes do governo brasileiro.
No entanto, segundo o Itamaraty, ele não chegou a solicitar agenda oficial com autoridades brasileiras. A intenção seria visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra preso na unidade conhecida como Papudinha.
Decisão do STF
A tentativa de visita também foi analisada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Na decisão, o magistrado afirmou que a viagem do assessor de Trump não se enquadrava em um contexto diplomático oficial, o que reforçou o entendimento para impedir o encontro.







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