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Justiça do Rio manda soltar vereador investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho

A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta sexta-feira (13) a libertação do vereador Salvino Oliveira (PSD), que havia sido preso em uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro sob suspeita de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.

A decisão foi tomada pelo desembargador Marcus Basílio, que avaliou que os elementos apresentados para justificar a prisão são frágeis. Segundo o magistrado, os indícios de participação do vereador na organização criminosa são “bastante precários”.

O magistrado destacou ainda que o parlamentar possui residência fixa e exerce mandato público, o que facilita sua localização pelas autoridades. Mesmo assim, determinou algumas medidas cautelares, como a proibição de deixar o estado por mais de 15 dias sem autorização judicial e a restrição de contato com outros investigados.

Indício baseado em mensagem

A prisão de Salvino havia sido autorizada com base em uma mensagem enviada por outro investigado, na qual apenas seu primeiro nome era mencionado. No relatório da polícia, não há outras provas que confirmem que o “Salvino” citado na conversa seria o vereador.

O documento também menciona o fato de o parlamentar ter usado, durante sua campanha, o slogan voltado à atuação nas comunidades do Rio de Janeiro, além de destacar sua origem na Cidade de Deus.

Para o desembargador, a mensagem utilizada como base para a prisão ocorreu há mais de um ano e não apresenta resposta ou desdobramento que indique participação direta do vereador na organização criminosa. Por isso, o magistrado entendeu que não havia contemporaneidade suficiente para justificar uma prisão cautelar.

Caso gera embate político

A prisão de Salvino acabou gerando um confronto político entre o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), e o governador do estado, Cláudio Castro (PL).

Paes, que tem o vereador como aliado político, sugeriu que a operação poderia ter motivações eleitorais e criticou a atuação da Polícia Civil. Já Castro afirmou publicamente que Salvino seria um “braço direito do Comando Vermelho dentro da prefeitura”.

Operação e investigação

O vereador foi alvo da operação denominada Operação Red Legacy, que investiga a atuação da facção em comunidades da zona oeste da capital fluminense.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que a ação foi conduzida com base em provas técnicas e negou qualquer motivação política. A corporação destacou ainda que a operação resultou na prisão de policiais militares envolvidos com o esquema criminoso.

Salvino Oliveira foi secretário municipal da Juventude durante a gestão de Eduardo Paes entre 2021 e 2024 e costuma divulgar nas redes sociais projetos voltados para comunidades da cidade, incluindo a região da Gardênia Azul.

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