Presidente da CPI do INSS pede apuração sobre empresa de Lulinha no exterior
- Adilson Silva

- há 1 hora
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O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPI do INSS, defendeu nesta quarta-feira (18) a ampliação das investigações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A declaração ocorre após a revelação de que Lulinha abriu, em janeiro deste ano, uma empresa em Madri, na Espanha. A companhia, chamada Synapta, ainda não possui פעילות operacional, sendo classificada como uma “empresa de gaveta”, criada para viabilizar projetos futuros.
Segundo Viana, o caso levanta novos pontos que precisam ser esclarecidos no âmbito da comissão, que investiga descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. O senador afirmou que, embora não haja provas diretas contra o empresário até o momento, há indícios que justificam o aprofundamento das apurações.
A defesa de Lulinha sustenta que a abertura da empresa seguiu todas as exigências legais e que não há irregularidades. Ainda de acordo com os advogados, o empreendimento foi formalizado sem atividades efetivas até o momento.
Relatórios da Polícia Federal apontaram que a saída do empresário do país pode estar relacionada a uma possível tentativa de evasão, hipótese que ainda está sob análise.
Durante as investigações, a CPI e a Polícia Federal solicitaram a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha. No entanto, a medida determinada pela comissão foi suspensa por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e deverá ser analisada pelo plenário da Corte.
A apuração também envolve suspeitas de ligação entre Lulinha e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado por supostos pagamentos relacionados a fraudes na Previdência. De acordo com relatos, valores teriam sido repassados por meio de terceiros ligados ao empresário.
Viana afirmou que não é possível, neste momento, atribuir culpa ao filho do presidente, mas destacou que há conexões que precisam ser esclarecidas. Ele também criticou o que classificou como tentativa de blindagem por parte de integrantes da base governista no Congresso.
A defesa de Lulinha confirmou que ele realizou viagem a Portugal com despesas pagas pelo lobista, alegando que o objetivo foi conhecer um projeto ligado ao uso de canabidiol.
A CPI do INSS foi instalada em 2025 e segue em andamento, com o objetivo de investigar irregularidades em benefícios previdenciários e possíveis conexões com agentes públicos e privados.







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