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Cármen Lúcia defende imparcialidade no Judiciário e critica falta de ética em magistrados

A ministra Cármen Lúcia afirmou, nesta quarta-feira (18), que a população precisa ter confiança na atuação do Judiciário e na imparcialidade de seus integrantes. Segundo ela, é fundamental que juízes atuem com independência, ética e responsabilidade.

“Deus me livre de ser julgada por um juiz que não seja independente, imparcial, ético e honesto”, declarou durante palestra a estudantes do Centro Universitário de Brasília.

Atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral e integrante do Supremo Tribunal Federal, a ministra também é responsável por relatar o novo código de conduta proposto pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A proposta busca estabelecer diretrizes para o comportamento dos ministros e deve ser analisada após as eleições de outubro.

A iniciativa surge em meio a desgastes recentes envolvendo o Supremo, incluindo investigações relacionadas ao Banco Master. Nesse contexto, nomes como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli foram citados, embora ambos neguem qualquer irregularidade.

Durante a palestra, Cármen Lúcia também defendeu maior presença feminina nas cortes superiores. Para ela, há muitas mulheres qualificadas que podem ocupar espaços no STF e em outros tribunais, mas ressaltou que a competência deve ser o principal critério para qualquer indicação.

A ministra ainda abordou a violência política de gênero, destacando que mulheres são frequentemente alvo de ataques de cunho sexista, especialmente nas redes sociais. Segundo ela, esse tipo de comportamento pode desestimular a participação feminina nas eleições.

Cármen relatou ter sido informada sobre uma possível ameaça contra sua vida, mas tratou o episódio com leveza ao comentar que estava cercada de estudantes, que “virariam seus advogados rapidamente”.

Ao falar sobre a atuação do TSE, a magistrada apontou que um dos principais problemas recentes envolve fraudes na cota mínima de 30% de candidaturas femininas. De acordo com ela, há casos em que mulheres são incluídas apenas formalmente nas chapas, sem participação efetiva nas campanhas.

A ministra deixa a presidência do TSE em junho deste ano. Ela será sucedida por Kassio Nunes Marques, que ficará responsável por conduzir as eleições gerais de 2026.

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