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Dólar sobe e Bolsa recua após decisão do Fed; mercado aguarda Copom

O dólar encerrou esta quarta-feira (18) em alta de 0,72%, cotado a R$ 5,243, refletindo a decisão do Federal Reserve de manter a taxa de juros entre 3,5% e 3,75%. O movimento também impactou o mercado brasileiro, com queda da Ibovespa, que recuou 0,42%.

A decisão do banco central norte-americano já era esperada, mas o tom adotado pelo presidente Jerome Powell durante coletiva trouxe cautela adicional aos investidores. Ele indicou que não haverá cortes nos juros enquanto a inflação não apresentar desaceleração consistente, sinalizando uma postura mais rígida na condução da política monetária.

Com isso, ativos de maior risco perderam atratividade, fortalecendo o dólar globalmente. Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street fecharam em queda, pressionados pelas incertezas econômicas.

O cenário externo segue influenciado pela guerra no Oriente Médio, que tem elevado os preços do petróleo e ampliado as preocupações com a inflação global. O barril do tipo Brent ultrapassou os US$ 100, impactando custos de combustíveis e podendo refletir em diversos setores da economia.

Analistas avaliam que esse choque de energia pode dificultar o controle da inflação e atrasar possíveis cortes de juros nos Estados Unidos. Além disso, o aumento de custos já começa a atingir cadeias produtivas, como transporte e agricultura, com reflexos potenciais nos preços de alimentos.

No Brasil, as atenções agora se voltam para o Comitê de Política Monetária, que deve anunciar sua decisão sobre a taxa básica de juros ainda nesta noite. O cenário, que antes indicava cortes mais expressivos, passou a ser de maior cautela após a escalada do conflito internacional.

A taxa Selic está atualmente em 15% ao ano, e as expectativas do mercado se dividem entre uma redução mais moderada ou a manutenção do patamar atual.

Especialistas destacam que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos continua sendo um fator relevante para a entrada de capital estrangeiro no país. No entanto, a instabilidade global tem favorecido a valorização do dólar, pressionando o câmbio.

Com o ambiente externo ainda incerto, investidores seguem atentos tanto aos desdobramentos da política monetária internacional quanto às decisões do Banco Central brasileiro.


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