Prefeito de Riacho de Santana é Investigado em Nova Fase da Operação Overclean
- Adilson Silva

- 16 de out.
- 2 min de leitura
Nesta quinta-feira (16), a Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou mais uma etapa da Operação Overclean. O prefeito de Riacho de Santana, João Victor (PSD), está entre os investigados nesta que já é a sétima fase da operação, voltada ao combate de fraudes em licitações, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.

Mandados e investigações em diversos municípios
As equipes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do estado da Bahia. Segundo os investigadores, as apurações apontam que empresas contratadas por administrações municipais estariam envolvidas em um esquema de superfaturamento e direcionamento de contratos, especialmente nas áreas de limpeza urbana e prestação de serviços gerais.
O objetivo da operação é desarticular a rede criminosa responsável por manipular processos licitatórios e inflar valores de contratos públicos, causando prejuízo aos cofres municipais e beneficiando agentes políticos e empresários.
Prefeitos entre os investigados
De acordo com as informações divulgadas, João Victor, prefeito de Riacho de Santana, é um dos alvos centrais da investigação. Ele é suspeito de participar diretamente das irregularidades apuradas.
Outro nome que aparece na lista de investigados é o prefeito de Wenceslau Guimarães, Gabriel de Parisio (MDB), que também teria envolvimento nos mesmos esquemas. Ambos são aliados políticos do deputado federal Dal Barreto, o que amplia o alcance político das investigações.
Operação Overclean: histórico e objetivos
A Operação Overclean teve início há alguns anos e vem sendo desenvolvida em diversas fases, cada uma atingindo novos grupos e agentes públicos. O nome da operação faz referência ao setor de limpeza urbana, apontado como uma das principais áreas usadas para superfaturar contratos e disfarçar movimentações financeiras ilegais.
A sétima fase representa um avanço significativo nas investigações, com novas provas, apreensões e quebras de sigilo que podem aprofundar o entendimento sobre o funcionamento da suposta organização criminosa.
Próximos passos e desdobramentos
Com o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal deverá analisar documentos, contratos e dados bancários para confirmar o envolvimento dos investigados e identificar o destino dos recursos públicos desviados.
Até o momento, nenhum dos prefeitos se manifestou oficialmente sobre o caso. As autoridades responsáveis afirmam que as investigações seguem em sigilo, mas garantem que novas fases da operação podem ser deflagradas conforme o avanço das análises.







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