Planalto avalia desfile em homenagem a Lula como “dentro do previsto” e minimiza reação da oposição
- Adilson Silva

- há 3 dias
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Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consideraram que o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado na Marquês de Sapucaí, transcorreu sem sobressaltos e dentro do planejamento previamente estabelecido.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação predominante é que as críticas vindas da oposição já eram esperadas e fazem parte da disputa política. Aliados do presidente sustentam que houve cautela na condução da homenagem e descartam qualquer irregularidade eleitoral.
Governo afasta tese de crime eleitoral
Mesmo com a sinalização de partidos oposicionistas de que podem acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), interlocutores do presidente afirmam que não há fundamentos para caracterizar propaganda antecipada ou infração à legislação eleitoral.
De acordo com um ministro ouvido reservadamente, o evento foi acompanhado com atenção jurídica e adotou-se um “nível elevado de prudência” para evitar questionamentos futuros. A orientação da área jurídica do governo, segundo relatos, já havia autorizado a homenagem antes mesmo do desfile, desde que observados determinados cuidados.
Estratégia de discrição
Entre os pontos considerados estratégicos por aliados está a postura adotada durante a apresentação. O presidente evitou manifestações explícitas de cunho eleitoral, e não houve presença ostensiva de ministros ou da primeira-dama na avenida — fator que, na avaliação de integrantes do governo, enfraquece a narrativa de campanha antecipada.
Auxiliares também destacam que a comunicação institucional seguiu diretrizes prévias da Secretaria de Comunicação da Presidência, buscando reduzir riscos políticos.
Oposição mantém críticas
Parlamentares oposicionistas utilizaram a participação de Lula no evento para reforçar discursos críticos e intensificar o tom eleitoral nas redes sociais. Apesar disso, integrantes do PT tratam a reação como parte do embate político natural em ano pré-eleitoral e avaliam que o saldo do episódio foi favorável ao presidente.
Nos bastidores governistas, a leitura é de que o episódio não deve gerar desdobramentos jurídicos relevantes e tende a permanecer restrito ao campo da disputa política.







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