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Planalto avalia desfile em homenagem a Lula como “dentro do previsto” e minimiza reação da oposição

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consideraram que o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado na Marquês de Sapucaí, transcorreu sem sobressaltos e dentro do planejamento previamente estabelecido.

Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress
Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação predominante é que as críticas vindas da oposição já eram esperadas e fazem parte da disputa política. Aliados do presidente sustentam que houve cautela na condução da homenagem e descartam qualquer irregularidade eleitoral.

Governo afasta tese de crime eleitoral

Mesmo com a sinalização de partidos oposicionistas de que podem acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), interlocutores do presidente afirmam que não há fundamentos para caracterizar propaganda antecipada ou infração à legislação eleitoral.

De acordo com um ministro ouvido reservadamente, o evento foi acompanhado com atenção jurídica e adotou-se um “nível elevado de prudência” para evitar questionamentos futuros. A orientação da área jurídica do governo, segundo relatos, já havia autorizado a homenagem antes mesmo do desfile, desde que observados determinados cuidados.

Estratégia de discrição

Entre os pontos considerados estratégicos por aliados está a postura adotada durante a apresentação. O presidente evitou manifestações explícitas de cunho eleitoral, e não houve presença ostensiva de ministros ou da primeira-dama na avenida — fator que, na avaliação de integrantes do governo, enfraquece a narrativa de campanha antecipada.

Auxiliares também destacam que a comunicação institucional seguiu diretrizes prévias da Secretaria de Comunicação da Presidência, buscando reduzir riscos políticos.

Oposição mantém críticas

Parlamentares oposicionistas utilizaram a participação de Lula no evento para reforçar discursos críticos e intensificar o tom eleitoral nas redes sociais. Apesar disso, integrantes do PT tratam a reação como parte do embate político natural em ano pré-eleitoral e avaliam que o saldo do episódio foi favorável ao presidente.

Nos bastidores governistas, a leitura é de que o episódio não deve gerar desdobramentos jurídicos relevantes e tende a permanecer restrito ao campo da disputa política.


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