Pilotos entram em estado de greve após rejeição de proposta apresentada por companhias aéreas
- Adilson Silva

- 7 de jan.
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Pilotos de avião decidiram entrar em estado de greve após rejeitarem a proposta das companhias aéreas para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) convocou uma assembleia geral extraordinária para a manhã da próxima segunda-feira (29), quando a categoria irá deliberar sobre a possibilidade de paralisação.

Segundo o sindicato, o estado de greve representa um indicativo formal de que os profissionais podem suspender as atividades caso não haja avanço nas negociações sobre direitos trabalhistas. A mobilização ocorre após votação realizada nos dias 21 e 22 de dezembro, na qual a proposta apresentada pelas empresas foi recusada por margem mínima.
De acordo com o SNA, 49,31% dos votos foram contrários ao acordo, enquanto 49,25% se posicionaram a favor. Houve ainda 1,44% de abstenções. As negociações envolvem pilotos e comissários das companhias Azul e Gol. Na Latam, os pilotos aprovaram previamente os termos propostos pela empresa para acordos coletivos.
Procuradas, as companhias envolvidas adotaram posturas distintas. A Azul informou que não comentaria o assunto, enquanto a Gol não se manifestou até a publicação da matéria.
Entre as reivindicações econômicas apresentadas pela categoria estão a recomposição salarial com correção pelo INPC acrescida de 3%, reajuste do vale-alimentação pelo índice inflacionário mais 10%, melhorias na previdência privada, aumento das diárias internacionais e pagamento em dobro das horas noturnas. Os profissionais também pedem mudanças em cláusulas sociais e operacionais, como repouso mínimo de 12 horas em hotel e remuneração do tempo em solo.
Nesta terça-feira (23), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou uma nova proposta intermediária, que prevê reajuste salarial pelo INPC acrescido de 0,5% e aumento de 8% no valor do vale-alimentação. A sugestão ainda será avaliada pela categoria durante a assembleia.
Caso a greve seja aprovada, a paralisação não será imediata. Conforme prevê a legislação, o sindicato informou que deverá ser respeitado um prazo mínimo de 72 horas antes do início de qualquer interrupção nas atividades.







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