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Oposição surpreende e sessão cai por falta de quórum, travando análise de empréstimo de R$ 2 bilhões na AL-BA

Movimentação inesperada altera rotina do plenário e impede avanço de projetos do Executivo

A tarde desta quarta-feira (26) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) foi marcada por tensão e surpresa. Uma ação inesperada da bancada de oposição resultou na queda da sessão por falta de quórum, impedindo a votação do pedido de empréstimo de R$ 2 bilhões solicitado pelo governo estadual. O episódio expôs fissuras internas no bloco oposicionista e reascendeu o debate sobre acordos tácitos de convivência no Legislativo baiano.

O líder do governo Rosemberg Pinto (PT)
O líder do governo Rosemberg Pinto (PT)

Pressão de ACM Neto muda clima entre oposicionistas

Nos últimos dias, o clima na oposição vinha se alterando após uma cobrança pública do ex-prefeito de Salvador e líder político do União Brasil, ACM Neto. Durante uma reunião de alinhamento, Neto exigiu maior firmeza dos parlamentares e criticou a atuação pouco incisiva do grupo — um recado que, segundo bastidores, também refletia insatisfação com o líder da bancada, Tiago Correia (PSDB).

A cobrança teria repercutido internamente, especialmente entre deputados que se queixavam de articulações frequentes entre Correia e representantes do governo em votações sensíveis. Assim, a postura adotada nesta quarta-feira soou, para muitos, como um reflexo direto da pressão exercida por Neto.

Pedido de verificação de quórum gera reação imediata

Logo após a abertura da sessão, o deputado Sandro Régis (União Brasil) — um dos nomes mais tradicionais da oposição — solicitou verificação de quórum, pegando colegas e governistas de surpresa. O pedido foi feito enquanto a sessão ainda era conduzida pelo deputado Samuel Júnior (Republicanos), que presidia os trabalhos interinamente.

Samuel lembrou ao correligionário que havia um acordo para que a verificação de quórum não fosse usada durante o Pequeno Expediente, período destinado às representações partidárias e tradicionalmente preservado para discursos e debates. O líder oposicionista Tiago Correia não estava presente no plenário no momento do pedido.

A iniciativa de Sandro Régis desencadeou o efeito principal: os deputados da base governista, que normalmente chegam ao plenário por volta das 15h, não estavam presentes no instante da contagem. Sem o número mínimo, a sessão foi encerrada.

Projetos travados: três pedidos de empréstimo aguardavam avanço

A sessão desta quarta estava destinada à análise de importantes projetos de interesse do Executivo. Além do pedido de urgência já aprovado para o empréstimo de R$ 2 bilhões, os parlamentares também deveriam apreciar a urgência de outros dois financiamentos encaminhados pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT):

  • R$ 300 milhões

  • R$ 650 milhões, este o 22º pedido de empréstimo de mesma natureza enviado pelo governo atual

Com a interrupção da sessão, nada disso pôde avançar.

Rotina quebrada e críticas da base governista

A manobra da oposição foi vista como uma quebra evidente de acordo por parte da base governista. A presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), afirmou que nunca presenciou pedido de verificação de quórum no Pequeno Expediente nos seus quatro mandatos.

“É uma quebra de acordo. Os parlamentares sempre chegaram no mesmo horário, após as 15h. Na próxima semana, vamos nos ajustar. Temos maioria absoluta e estamos tranquilos”, declarou.

O líder do governo, Rosemberg Pinto (PT), reforçou a surpresa:

“Em 16 anos aqui, nunca vi pedido de verificação antes das 15h. Foi regimental, mas rompeu com um entendimento histórico da Casa. Vamos conversar internamente sobre os próximos passos.”

Consequências e próximos movimentos

O episódio abriu uma nova fase de tensão entre governo e oposição na AL-BA. Para alguns parlamentares, o gesto sinaliza que a oposição tentará adotar uma postura mais combativa daqui para frente, possivelmente pressionada por seus líderes políticos externos.

Apesar da queda da sessão, a base governista mantém confiança de que os projetos serão votados — e aprovados — nas próximas reuniões.

Resta saber se os próximos encontros manterão o mesmo clima de confronto ou se o diálogo será retomado para evitar novas interrupções inesperadas.

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