Operação policial investiga esquema de fraudes bancárias ligado ao Comando Vermelho que movimentou R$ 136 milhões
- Adilson Silva

- há 3 dias
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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou nesta segunda-feira (9) uma operação para combater um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro supostamente ligado à facção criminosa Comando Vermelho. De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 136 milhões em aproximadamente um ano.

Segundo a polícia, a operação ocorre em dois estados. Ao todo, agentes cumprem 38 mandados de busca e apreensão em endereços na capital do Rio de Janeiro, além de cidades da Região Metropolitana, da Região dos Lagos e também no Rio Grande do Sul.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e bens dos investigados, incluindo imóveis de alto padrão que estariam ligados ao grupo criminoso.
Durante uma das ações realizadas no estado do Rio de Janeiro, policiais encontraram um veículo Jaguar roubado na garagem de uma residência localizada na Baixada Fluminense. O suspeito responsável pelo imóvel foi localizado na Região dos Lagos do Rio de Janeiro e acabou preso em flagrante.
Investigação começou após denúncia
As apurações tiveram início após uma instituição financeira comunicar às autoridades possíveis irregularidades relacionadas à abertura de contas empresariais e à concessão fraudulenta de crédito. Inicialmente, o prejuízo estimado foi de cerca de R$ 5,2 milhões.
Com o avanço das investigações e a análise de relatórios de inteligência financeira, os agentes identificaram movimentações bancárias muito acima da renda declarada pelos suspeitos. Isso levou à descoberta de um esquema estruturado para movimentar e ocultar recursos de origem ilícita.
De acordo com a polícia, o principal operador financeiro da organização teria movimentado sozinho cerca de R$ 136 milhões em apenas dez meses. Ele já era alvo de investigações anteriores por suspeita de aplicar golpes contra seguradoras.
Buscas por provas
Durante a operação desta segunda-feira, os policiais procuram apreender documentos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis, dinheiro em espécie e outros bens de alto valor que possam comprovar a atuação do grupo no esquema criminoso.
O material recolhido será analisado e poderá contribuir para a identificação de outros envolvidos e para o aprofundamento das investigações.







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