Operação Gabarito desarticula esquema de fraudes em concursos públicos na Bahia e Sergipe
- Adilson Silva

- 1 de out.
- 2 min de leitura
Força-tarefa cumpriu mandados em Feira de Santana e Alagoinhas; esquema envolvia manipulação de gabaritos e contratação irregular de bancas examinadoras
O Ministério Público da Bahia (MPBA), em conjunto com o Ministério Público de Sergipe (MPSE) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Gabarito, que investiga um sofisticado esquema de fraudes em concursos públicos.

A ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão na Bahia – quatro em Feira de Santana e três em Alagoinhas – além de diligências em Sergipe. No total, sete pessoas físicas e duas empresas são alvos da investigação.
Segundo os promotores, o grupo criminoso atuava em diferentes frentes: manipulação de licitações para escolha das bancas organizadoras, venda antecipada de gabaritos, uso de empresas interligadas para mascarar vínculos societários e até simulação de competitividade nos processos de contratação.
As provas colhidas indicam que candidatos teriam tido acesso ilegal ao conteúdo das provas antes da aplicação, comprometendo a lisura dos certames e prejudicando milhares de concorrentes que se prepararam de forma correta.
“O concurso público é um instrumento democrático de acesso ao serviço público. Quando há fraude, não apenas candidatos são lesados, mas toda a sociedade perde”, afirmou o MPBA em nota.
A operação apreendeu documentos, computadores e celulares que serão periciados. Os nomes dos investigados ainda não foram divulgados oficialmente, mas os envolvidos podem responder por crimes como fraude em licitação, organização criminosa e estelionato.
Impactos e próximos passos
O escândalo lança dúvidas sobre a validade de concursos já realizados e pode resultar na anulação de certames onde houver comprovação de fraude. Além disso, o Ministério Público estuda propor medidas para reforçar a fiscalização na contratação de bancas examinadoras e aumentar a transparência nos processos seletivos.
Enquanto isso, candidatos seguem apreensivos. Muitos aguardam o desfecho das investigações para saber se terão que refazer provas ou se os concursos em andamento serão anulados.







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