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Obras de escolas prometidas para 2023 acumulam atrasos, aditivos e chegam a R$ 94 milhões sem conclusão

Anunciadas como entregas para fevereiro de 2023, as obras de quatro escolas estaduais de tempo integral na Bahia continuam sem sair do papel, mesmo após quase três anos do início dos trabalhos.


Foto: Reprodução/Flickr Jerônimo Rodrigues
Foto: Reprodução/Flickr Jerônimo Rodrigues

Localizadas nos municípios de Paramirim, Anagé, Canápolis e Nova Viçosa, as unidades já consumiram R$ 94,3 milhões em recursos públicos e acumulam 16 aditivos contratuais, entre prorrogações de prazo e reajustes financeiros.

Apesar do histórico de atrasos e do aumento expressivo no valor do contrato, o governador Jerônimo Rodrigues autorizou recentemente mais uma extensão do prazo de execução, desta vez por 60 dias. A nova prorrogação reacendeu críticas sobre a condução do contrato e o uso político de convênios herdados de gestões anteriores.

O contrato nº 107/2022, firmado pelo Governo do Estado, previa inicialmente um prazo de nove meses para execução das obras, com investimento estimado em R$ 75,8 milhões. À época, o cronograma apontava fevereiro de 2023 como data final para a entrega das escolas, consideradas estratégicas para a ampliação do ensino em tempo integral nos municípios contemplados. O acordo foi celebrado ainda durante a gestão do então governador Rui Costa.

A empresa responsável pela execução é a Ankara Engenharia Ltda, contratada para realizar a construção e ampliação das unidades escolares. No entanto, desde a emissão da ordem de serviço, o contrato passou por sucessivas alterações que mudaram completamente o planejamento original.

Ao longo da execução, foram firmados 12 aditivos de prazo, que empurraram a conclusão das obras em mais de 860 dias. Além disso, quatro aditivos financeiros elevaram o valor total do contrato em cerca de 26%, resultando no custo atual de R$ 94,3 milhões.

Mesmo com os recursos adicionais e as prorrogações concedidas, nenhuma das quatro escolas foi concluída ou entregue à população. A nova previsão de término aponta agora para julho de 2026, prazo quase quatro vezes maior do que o inicialmente estipulado.

Registros recentes feitos no município de Paramirim mostram que a obra ainda está longe da finalização, evidenciando o ritmo lento dos trabalhos. Situação semelhante é relatada em Nova Viçosa, onde moradores e lideranças locais questionam o avanço físico das obras, a fiscalização do contrato e a responsabilidade pelos sucessivos atrasos.

O caso passou a ser citado por críticos do governo como exemplo de convênios firmados sem garantias reais de execução, usados para gerar expectativa política junto a prefeitos e comunidades, mas marcados pela ausência de compromisso efetivo com prazos, planejamento e entrega de resultados.

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