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Novo Desenrola já beneficiou mais de 6 milhões de pessoas, afirma ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (9) que mais de 6 milhões de brasileiros já renegociaram dívidas por meio do programa Novo Desenrola. A expectativa do governo federal é que esse número alcance a marca de 10 milhões de beneficiários ainda durante o mês de junho.

Segundo dados apresentados pelo ministro, cerca de 4 milhões de pessoas que possuíam débitos de até R$ 100 tiveram seus nomes retirados dos cadastros de inadimplência. Além disso, aproximadamente 1,1 milhão de cidadãos conseguiram quitar dívidas bancárias à vista, com descontos que chegaram a 80%.

Lançado em maio deste ano pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Novo Desenrola busca reduzir o endividamento das famílias brasileiras e ampliar o acesso ao crédito.

O programa é destinado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105. Entre os benefícios oferecidos estão descontos para renegociação de débitos, retirada de restrições para dívidas de pequeno valor e a possibilidade de utilizar parte do saldo do FGTS para quitar pendências financeiras.

Durante entrevista, Durigan afirmou que o governo tem procurado adotar medidas para minimizar os impactos dos juros elevados sobre a população. Segundo ele, mais de 1,7 milhão de operações de renegociação já foram efetivadas por meio da iniciativa.

Embora o Ministério da Fazenda não tenha divulgado o valor total renegociado até o momento, estimativas do setor financeiro apontam que o programa pode movimentar entre R$ 62 bilhões e R$ 78 bilhões em renegociações de dívidas.

Tarifas dos EUA também entram na agenda econômica

Na mesma entrevista, Durigan informou que deverá participar nos próximos dias de reuniões com representantes do governo dos Estados Unidos para discutir a proposta de aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

O encontro deve contar também com a participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e do representante comercial norte-americano Jamieson Greer.

Segundo o ministro, as negociações devem abordar temas específicos de interesse bilateral, envolvendo setores como agronegócio, indústria aeronáutica, telecomunicações e tecnologia.

Durigan também criticou a possibilidade de uma taxação ampla sobre produtos brasileiros, defendendo que eventuais divergências comerciais sejam tratadas de forma setorial e por meio do diálogo entre os dois países.

Entre os pontos levantados recentemente pelos Estados Unidos em discussões comerciais com o Brasil estão o funcionamento do Pix, decisões do Supremo Tribunal Federal relacionadas às plataformas digitais e questões ligadas à proteção de propriedade intelectual. Segundo o ministro, algumas críticas refletem o interesse de empresas estrangeiras em explorar modelos de cobrança em sistemas de pagamentos digitais atualmente gratuitos para os usuários brasileiros.

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