Médicos afirmam que intervenção não assegura controle definitivo dos soluços de Bolsonaro
- Adilson Silva

- 7 de jan.
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A equipe responsável pelo tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro informou neste sábado (27) que o procedimento realizado para tentar controlar suas crises recorrentes de soluço não oferece garantia de resultado permanente.

Bolsonaro está internado desde a última quarta-feira (24), quando foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal.
Durante entrevista coletiva no Hospital DF Star, em Brasília, o médico Cláudio Birolini explicou que a recuperação da cirurgia evoluiu de forma satisfatória. No entanto, diante de um episódio prolongado de soluço, os profissionais decidiram adotar uma nova abordagem terapêutica. Segundo a equipe, a intervenção teve duração aproximada de 40 minutos a uma hora. Antes disso, foi necessário aumentar a dosagem dos medicamentos utilizados para tentar conter os sintomas.
O cardiologista Brasil Caiado relatou que o ex-presidente enfrentou uma crise intensa de soluços na sexta-feira (26), o que causou grande desconforto e resultou em um quadro de abatimento ao despertar no dia seguinte.
O procedimento realizado consistiu em um bloqueio anestésico do nervo frênico direito. Caso haja resposta positiva, a equipe médica avalia repetir a técnica na próxima segunda-feira (29), desta vez no lado esquerdo. A previsão, até o momento, é de que Bolsonaro receba alta hospitalar no dia 31 de dezembro.
De acordo com o médico Matheus Saldanha, a eficácia desse tipo de intervenção pode se estender por até três meses, mas não se trata de uma cirurgia definitiva. Paralelamente, os profissionais seguem analisando outras possibilidades terapêuticas para tentar controlar de forma mais duradoura as crises de soluço do ex-presidente.







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