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Morre Arlindo Cruz, lenda do samba, aos 66 anos

O samba amanheceu de luto nesta sexta-feira (8) com a morte de Arlindo Cruz, um dos maiores nomes do gênero, aos 66 anos. O falecimento foi confirmado pela família, oito anos após o cantor sofrer um AVC hemorrágico que deixou graves sequelas e o afastou dos palcos antes do previsto.


Foto: Divulgação / Marcos Hermes
Foto: Divulgação / Marcos Hermes

Arlindo deixa a esposa, Babi Cruz, os filhos Arlindinho e Flora, além de três netos.

O artista foi hospitalizado em março de 2017, logo após o AVC, sem saber que a apresentação feita no dia 14 daquele mês seria a última de sua carreira. Ele se preparava para se apresentar no Festival Vozes do Brasil, em Salvador, dias depois.

Após mais de um ano internado na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, Arlindo passou a receber cuidados domiciliares. Chegou a apresentar pequenas melhoras motoras e de expressão, mas seu quadro regrediu nos últimos anos, principalmente após internações recentes. Em julho deste ano, recebeu alta após dois meses hospitalizado por causa de uma bactéria resistente adquirida durante um quadro de pneumonia.

Em depoimento recente, Babi Cruz revelou que o cantor já não respondia mais a estímulos como antes: “Tivemos momentos lindos dele segurando copo, segurando biscoito… Hoje ele está bem no seu próprio universo, distante”, disse no livro sobre o marido.


Trajetória no samba


Carioca, Arlindo iniciou a carreira em 1981 nas rodas do Cacique de Ramos, ao lado de nomes como Jorge Aragão, Almir Guineto, Beto Sem Braço e Candeia, seu “padrinho musical”. Antes disso, estudou solfejo e violão clássico e fez parte de um coral militar.

Foi integrante do Grupo Fundo de Quintal até 1993, tocando banjo-cavaquinho e compondo músicas que ajudaram a moldar o pagode moderno. Depois, seguiu carreira solo e firmou parceria com Sombrinha, com quem gravou sucessos como Da Música (1996). Seu DVD MTV ao Vivo: Arlindo Cruz (2009) ultrapassou 100 mil cópias vendidas.

Ao longo da carreira, compôs quase 800 obras registradas no Ecad, gravadas por artistas como Zeca Pagodinho, Maria Rita e Beth Carvalho. Foi indicado cinco vezes ao Grammy Latino, venceu 26 prêmios, incluindo o Prêmio da Música Brasileira (2015), e recebeu o


Estandarte de Ouro.

Em 2025, teve sua história contada na biografia O Sambista Perfeito, escrita por Marcos Salles, que reúne relatos de cerca de 120 entrevistados e aborda desde a infância até momentos delicados da vida pessoal, incluindo o período após o AVC.

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