Ministros afirmam que Lula rejeita qualquer acordo para reduzir penas ligadas ao 8 de Janeiro
- Adilson Silva

- 7 de jan.
- 2 min de leitura
Presidente teria reforçado oposição durante reunião ministerial após críticas a entendimento articulado no Senado.

Integrantes do primeiro escalão do governo afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou claro que não aceita qualquer tipo de acordo para diminuir as penas impostas aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro, medida que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ministros, o chefe do Executivo pretende vetar integralmente o projeto aprovado pelo Congresso.
A posição foi reiterada durante uma reunião ministerial realizada nesta quarta-feira (17), em meio à repercussão negativa de um acordo de procedimento admitido pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). O entendimento, feito na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), permitiu o avanço da proposta sem que o presidente ou a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fossem consultados. Wagner sustentou que o acerto não envolveu o conteúdo do texto.
Antes mesmo da manifestação do presidente, Gleisi Hoffmann e o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), já haviam negado a existência de qualquer negociação sobre a redução das penas. Lindbergh afirmou que Lula é “totalmente contrário” à mudança na dosimetria e que a sanção do projeto está descartada.
O episódio ocorre em um momento de discurso mais duro do presidente em relação à base aliada. Na reunião ministerial, Lula cobrou alinhamento político e afirmou que ministros e partidos precisarão deixar claro “de que lado estarão” na eleição presidencial de 2026, que classificou como um momento decisivo.
O presidente também avaliou que o governo ainda não conseguiu construir uma narrativa eficaz para dialogar com a população e reconheceu que a forte polarização política tem dificultado o convencimento do eleitorado.







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