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Lula defende soberania do Brasil e ironiza EUA em inauguração de linhão de energia

Durante a cerimônia de inauguração do Linhão Manaus-Boa Vista, realizada nesta quarta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou a independência do Brasil e rebateu críticas vindas dos Estados Unidos, em especial do ex-presidente Donald Trump.

“Se em vez de criar atrito o Trump viesse conhecer o nosso sistema interligado, entenderia melhor nossa capacidade. O Brasil é soberano, não depende de ninguém e tem competência de sobra para se desenvolver”, afirmou o chefe do Executivo.


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

O evento marcou a integração definitiva de Roraima ao sistema elétrico nacional, encerrando o isolamento energético do único estado que ainda não estava conectado. A cerimônia ocorreu em Brasília, na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com participação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

De forma bem-humorada, Lula chegou a sugerir que a experiência brasileira poderia ser exportada:“Quem sabe um dia a gente não constrói uma linha até Nova York?”, brincou.

O presidente também destacou que a transição energética é uma oportunidade para o país deixar de ser rotulado como “em desenvolvimento”:“Temos potencial para ser referência mundial nessa área. Esse avanço não é só do Brasil, mas pode beneficiar toda a América do Sul.”

No ato simbólico, Lula acionou o sistema que passa a fornecer energia ao estado de Roraima. Ele ainda cobrou do ministro Silveira medidas para reduzir os custos da conta de luz, prometendo que a economia mensal de R$ 45 milhões com a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) será repassada aos consumidores.

Segundo o governo federal, a construção da linha de transmissão gerou cerca de 3 mil empregos diretos, além de milhares de indiretos. O projeto de 725 km, em circuito duplo de 500 kV, recebeu investimento de R$ 2,6 bilhões e conecta a Subestação Engenheiro Lechuga, no Amazonas, até Boa Vista, passando por Rorainópolis.

Com a substituição gradual das usinas térmicas, a expectativa é reduzir em mais de 1 milhão de toneladas as emissões anuais de CO₂, além de gerar economia superior a R$ 500 milhões por ano em combustíveis fósseis.

A interligação promete trazer estabilidade energética para Roraima, além de abrir novas possibilidades de crescimento econômico e sustentável para a região amazônica.

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