Lideranças da esquerda no Brasil criticam ação militar dos EUA contra a Venezuela
- Adilson Silva

- 7 de jan.
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Parlamentares e dirigentes da esquerda brasileira se manifestaram neste sábado (3) contra a ofensiva militar atribuída aos Estados Unidos em território venezuelano. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama teriam sido detidos e retirados do país, mas não há confirmação oficial sobre o destino do casal.

Em declarações publicadas nas redes sociais, deputados classificaram a operação como uma violação do direito internacional e expressaram solidariedade à população civil venezuelana, que estaria sendo diretamente afetada pelos ataques.
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula, afirmou que a ação se insere em uma lógica de intervenção imperialista. Segundo ele, a ofensiva representa uma ameaça à América do Sul e desrespeita normas internacionais. Para o parlamentar, o episódio merece repúdio imediato da comunidade internacional.
A líder do PSOL na Câmara, Talíria Petrone (PSOL-RJ), também condenou a ação, classificando-a como um ataque à soberania da Venezuela e da América Latina como um todo. Em sua avaliação, Trump teria interesses econômicos no país, especialmente ligados às reservas de petróleo, e não objetivos relacionados à democracia ou ao combate ao narcotráfico.
Já o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) afirmou que a ofensiva configura terrorismo de Estado e cobrou um posicionamento público do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, a gravidade do episódio exige uma reação imediata e firme do Brasil e de outros países diante do que chamou de um crime sem precedentes.
O governo venezuelano declarou que o país foi alvo de uma “agressão militar” promovida pelos Estados Unidos após uma série de explosões registradas durante a madrugada em Caracas e em outras regiões. Diante da situação, foi decretado estado de emergência em todo o território nacional.
De acordo com comunicado oficial do regime, ataques também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que levou à mobilização das forças de defesa e ao reforço das medidas de segurança em âmbito nacional.







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