Julgamento de Bolsonaro mobiliza oposição e ganha repercussão internacional
- Adilson Silva

- 2 de set. de 2025
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A expectativa em torno do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) movimenta não apenas a cena política nacional, mas também repercute fora do país. O processo, que será analisado a partir desta terça-feira (2) pela Primeira Turma da Corte, envolve a acusação de tentativa de golpe de Estado e outros sete réus.

A oposição aposta em dois fatores para reforçar a pressão: as manifestações programadas para o 7 de Setembro em diversas capitais e a atenção internacional, sobretudo dos Estados Unidos. O presidente norte-americano Donald Trump já indicou a possibilidade de ampliar sanções ao Brasil, caso o julgamento resulte na condenação de Bolsonaro.
Atualmente em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica e sob vigilância permanente, o ex-presidente teve as medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes após suposto descumprimento de restrições. Moraes, que é relator do caso, será o primeiro a votar.
Nos bastidores, juristas apontam falhas no processo, como a suposta falta de imparcialidade de alguns magistrados, a escolha pela Primeira Turma em vez do plenário e a pressa incomum para encerrar o julgamento ainda em 2025. Advogados de defesa afirmam que o desfecho parece pré-determinado.
Apesar disso, há expectativa em torno do ministro Luiz Fux, visto como possível voto divergente que poderia levar o caso ao plenário, ampliando o debate para todos os 11 ministros.
Enquanto isso, lideranças da oposição avaliam que o momento representa o maior desafio da trajetória política de Bolsonaro. Analistas acreditam que, diante da possibilidade de condenação, a discussão sobre um eventual sucessor dentro do campo conservador deve ganhar força.







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