João Roma critica decisão de Moraes e afirma que ministro "exagerou na dose"
- Adilson Silva

- há 3 dias
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O presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, criticou nesta terça-feira (14) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestar esclarecimentos sobre a divulgação de uma carta lida nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Durante entrevista à Rádio Metrópole, Roma afirmou que Bolsonaro sempre atuou com transparência e avaliou que o conteúdo da mensagem divulgada não ultrapassa os limites do debate político.
Ao comentar a decisão do magistrado, que também determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, o dirigente do PL considerou que as medidas foram excessivas. Segundo ele, as restrições impostas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar, acabam afetando inclusive o contato com familiares que exercem mandato eletivo.
Na avaliação de João Roma, Alexandre de Moraes adotou uma postura desproporcional. O ex-ministro afirmou que o papel da Justiça deveria contribuir para reduzir a tensão política, e não ampliar o clima de confronto.
A manifestação ocorre após Moraes conceder prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro esclareça se o ex-presidente tinha conhecimento prévio da divulgação da carta nas redes sociais. Conforme a decisão, a situação poderá ser analisada para verificar eventual descumprimento da medida cautelar que proíbe Bolsonaro de utilizar plataformas digitais, direta ou indiretamente.
Além disso, o ministro encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que deverá avaliar a possibilidade de configuração de propaganda eleitoral antecipada envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
Durante a entrevista, João Roma também comentou o convite feito por Flávio para que representantes dos Estados Unidos acompanhassem o processo de transição política no Brasil. Para o presidente do PL baiano, a aproximação entre autoridades de diferentes países faz parte das relações institucionais e reflete afinidades políticas entre os envolvidos.








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