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José Ronaldo entra no centro das articulações para 2026 e enfrenta pressões dentro do próprio grupo em Feira de Santana

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), tornou-se peça estratégica nas movimentações políticas para as eleições estaduais de 2026. Convites públicos para que ele integre chapas majoritárias colocaram o gestor no centro do debate e provocaram reações dentro do próprio grupo político.

Nos últimos meses, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), sinalizou interesse em contar com o prefeito feirense em sua base. Ao mesmo tempo, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) também mencionou José Ronaldo como possível nome para compor uma chapa como candidato a vice-governador. A movimentação ampliou o peso do prefeito no cenário estadual e abriu um dilema estratégico.

Reações internas e alerta de aliados

A indefinição gerou manifestações públicas de aliados históricos. Um dos posicionamentos mais contundentes partiu do consultor empresarial Hamilton Ramos, que há décadas atua na coordenação das campanhas do prefeito.

Ele avaliou que, caso José Ronaldo deixe o cargo para disputar a vice-governadoria, a sucessão municipal poderia ficar sob responsabilidade de Pablo Roberto, apontado como quadro de confiança do grupo. Ainda assim, defendeu cautela na tomada de decisão.

Segundo o consultor, uma eventual aliança com o governo estadual exigiria garantias concretas de espaço político e influência administrativa. Ele destacou a presença do deputado federal Zé Neto (PT), adversário histórico do grupo em Feira de Santana, como fator que poderia limitar a autonomia política do prefeito em caso de mudança de alinhamento.

Risco de desgaste e cálculo político

Parte da base tradicional demonstra resistência a uma aproximação com o PT, o que poderia resultar em desgaste interno e reconfiguração de apoios. Para aliados, permanecer no mesmo campo político garantiria preservação do capital simbólico construído ao longo de décadas e manutenção da influência sobre indicações estaduais na região.

O debate também envolve a dimensão estratégica do cargo de vice-governador. Para interlocutores do grupo, a decisão não deve considerar apenas o título, mas o poder efetivo e a projeção política no médio e longo prazo.

Permanecer no cargo é alternativa

Outra possibilidade é a permanência de José Ronaldo à frente da prefeitura até o fim do mandato. Essa escolha, segundo aliados, asseguraria o cumprimento de compromissos assumidos com a população e evitaria riscos decorrentes de uma mudança de campo político em um cenário de forte polarização.

Peso eleitoral de Feira de Santana

A discussão evidencia o papel estratégico de Feira de Santana como segundo maior colégio eleitoral da Bahia. A posição do prefeito, consolidada em sucessivas gestões e alianças, tornou-se ativo relevante para qualquer projeto majoritário no estado.

A definição de José Ronaldo tende a impactar diretamente o desenho das alianças para 2026 e pode provocar rearranjos significativos no cenário político baiano.

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